Florianópolis é destaque em tecnologia

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Florianópolis é um dos mais destacados polos nacionais de tecnologia. São cerca de 600 empresas que faturam anualmente em torno de R$ 1 bilhão, num cenário que cresce em torno de 20% ao ano. Isso dá ao setor de TI um peso muito grande na economia da cidade. O faturamento é superior ao do setor de turismo, segundo o coordenador da Endeavor em Santa Catarina, Marcos Mueller.

Uma pesquisa realizada pela Endeavor com base em um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre empreendedorismo no país, apresenta a capital catarinense como a cidade com maior percentual de empregados em empresas de alto crescimento. As chamadas EACs são aquelas que tem crescimento médio dos empregos de ao menos 20% ao ano, por um período de três anos, e têm pelo menos 10 empregados no ano inicial de observação. Em termos gerais, o setor que mais apresenta este perfil de empresas no país é o de tecnologia. Tal conceito foi elaborado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)

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Segundo a pesquisa, Florianópolis conta com 22,1% da sua força de trabalho (o equivalente a 19,3 mil pessoas) trabalhando neste perfil de organização. Em São Paulo, o percentual é de 17,6% e no Rio 15,2%. As empresas de alto crescimento em Florianópolis, grande parte delas em setores como o da tecnologia da informação, são responsáveis por 57,3% dos novos empregos gerados no município entre 2008 e 2011, mesmo representando apenas 7,2% do total de empresas da capital.

Entre os fatores que influenciam esse desempenho, Marcos destaca a criação de determinado produto ou serviço que se encaixe com a necessidade do mercado. “As pessoas por trás do negócio, gestão, time, inovação agregada são também todos fatores que afetam diretamente o desempenho de uma empresa”, relata.

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Case de sucesso

Fundada em 2004 pelos sócios Adriano Naspolini, Bernardo de Castro e Gustavo Raposo, a Arvus fabrica tecnologias de eletrônica embarcada e softwares para agricultura de precisão, aplicadas em diversas máquinas agrícolas, facilitando a gestão de plantio e manejo de lavouras. A empresa é um exemplo dos números apresentados pela pesquisa.

Até 2006, os proprietários investiram todos os esforços apenas no desenvolvimento dos produtos, iniciando as vendas em 2007. A empresa, que começou com os três sócios, registrou um alto crescimento e, atualmente, conta com 85 funcionários.

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De acordo com Gustavo, a escolha pelo ramo agrícola foi em virtude da oportunidade de mercado observada pelos sócios. Segundo ele, na época os equipamentos agrícolas eram importados e havia uma grande demanda por máquinas nacionais.

“Fomos pioneiros no país no desenvolvimento de um portfólio completo para agricultura de precisão, e por sermos os desenvolvedores, oferecemos produtos de alta tecnologia que se adaptam ao ambiente brasileiro”, comenta Bernardo.

Com uma linha de soluções que integra pilotos automáticos, controladores de fertilização e pulverização, monitores de plantio, entre outras tecnologias, o próximo passo da empresa de Florianópolis é a expansão no exterior. “Temos projetos para fortalecimento da presença nos setores de grãos e sucroalcooleiro, além consolidação florestal, mas já estamos buscando iniciativas para a internacionalização”, explica Gustavo. Além disso, para 2014, o empresário ressalta que irão investir em uma nova plataforma de produto.

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Mais sobre o estudo

A terceira edição do estudo Estatísticas de Empreendedorismo foi realizada em sete capitais e entre os principais dados, destaca que apenas 1,5% do total de empresas empregadoras no Brasil foi responsável por aproximadamente 50% do total de postos de trabalho gerados entre 2008 e 2011, o que equivale a quase 2,8 milhões de novos empregos.

De acordo com Marcos Mueller, esta nova edição do estudo é mais um instrumento para a análise das características do empreendedorismo de alto impacto na economia brasileira, além de reunir informações essenciais para a elaboração e condução de políticas públicas para fomento a empresas de alto crescimento. “As empresas de alto impacto, ou seja, aquelas que geram empregos e renda a uma taxa acima da média são verdadeiras protagonistas do desenvolvimento econômico local e nacional, por isso precisamos conhecer suas características e o cenário onde atuam”, finaliza.

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Fotos:olhares.uol.com.br/www.falaturista.com.br/viagensevivencias.blogspot.com/www.tripadvisor.com.br
Fonte: www.noticenter.com.br

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