Amamos chupar nossas mulheres

Já há algum tempo saiu uma pesquisa revelando que 43% dos homens não fazem sexo oral em suas parceiras. Alguns dos motivos são cheiro e gosto ruins, quantidade de pelos, má aparência e medo de DST.Admito que o número me surpreendeu um pouco. Quase metado dos homens não são tão chegados a dar uma chupada na mulher. É muita coisa, não?Tudo bem, respeitamos quem não curte, mas ainda assim temos dificuldade em compreender essa realidade.

Sentir o gosto da parceira molhada e desejosa, explorando sua essência enquanto ela geme — quando não se aguenta, grita — de prazer e se agarra ao que estiver ao seu redor… quer maior deleite do que isso?

Sem mencionar o fato de que geralmente é no oral que a mulher experimenta as melhores sensações que o sexo pode lhe promover. Elas são loucas por uma chupada bem feita. Como bem escreveu Lasciva certa vez aqui no El Hombre: homem bom de cama faz sexo sem novinho.

Abramos aspas a ela:

“Imagina como as mulheres se sentem quando eles não fazem sexo oral? É frustrante. Se a autoestima da garota não é lá essas coisas, chega a bater a deprê quando vê que ele não quer nem experimentar o gostinho do seu sexo.”

Pois bem, senhores, para não decepcioná-la desse jeito, eis a recomendação de Lasciva:

“O homem bom de cama sabe disso e abocanha o seio da garota até fazê-la gemer. Então desce roçando os lábios sobre a sua barriga, alcança o seu clitóris e esfregar a barba no meio das pernas, sentindo prazer em sujar ali o rosto todo, e em vê-la se retorcer.”

Deu para compreender?

sexo

Se você não curte dar uma lambida e não está afim de tentar curtir, sem problemas. Isso não faz de você gay, menos homem ou qualquer outra coisa que o valha. E, também, essa não é a única forma de dar prazer a uma garota, como falamos em “tudo o que você precisa saber para fazer uma mulher gozar”.

Mas, sem mencionar o fato de que a a prática faz bem à saúde, certamente está deixando de aproveitar um dos grandes prazeres da vida.

E por que é um dos grandes prazeres da vida? Ah, por vários motivos.

O Though Catalog coversou com uns caras para levantar alguns motivos — e não só faríamoscomo faremos das deles as nossas palavras.

Saca só:

1# Porque é tipo uma necessidade

Eu preciso da vagina da minha namorada como eu preciso de bacon, ovo e queijo quando estou de ressaca. Muitas mulheres ficam preocupadas sobre o gosto que têm, mas a maioria não deveria estar. A verdade é: se ele não achar que a sua buceta é deliciosa, ele não está tão na sua.

2# Porque é um tesão vê-las com muito prazer

Eu amo a maneira como minha namorada se contorce quando eu faço sexo oral nela. Ela não é muito vocal na cama, mas agarra o lençol, curva as costas e se contorce toda antes de gozar. Esses movimentos automáticos acionados por um prazer físico são as melhroes retribuições que um homem pode pedir.

sexoo

3# Porque elas ficam agradecidas

Depois do oral, minha namorada é sempre tão boazinha comigo – e não digo só porque ela retribui o favor sexual. Ela levanta da cama e me pergunta, sorrindo, se eu quero alguma coisa para comer, e ela subitamente se mostra disposta a assistir qualquer coisa que eu queira no Netflix. É incrível. Seu clitóris é tipo um botão “seja boazinha”.

4# Porque é um desafio

Chupar uma mulher é sempre um aprendizado. Você não pode contar com os mesmos truques para fazer o trabalho toda vez. Você tem que ler o seu corpo a cada contração e avaliar a situação em tempo real. Eu gosto do desafio. Eu sou tipo uma Wikipedia ambulante sobre a vagina da minha namorada, constantemente atualizando a seção como-fazê-la-chegar-lá e excluíndo todas as informações ruins.

5# Porque queremos sentir o gosto delas

A mulher que estou saindo tem um gosto diferente quase sempre que eu planto minha cara no meio de suas pernas, mas sempre é um aroma tipo de sobremesa. Quando quer que tenhamos plano para nos encontrar, eu me percebo fantasiando sobre o gosto doce de sua buceta. Um toque de biscoito de morango… sorvete de baunilha… mousse de chocolate…

chpar

6# Porque ouvi-la gritar é foda

Eu chuparia minha namorada todos os dias da semana pelo resto de minha vida só para ouvi-lá gritar. Nós até recebemos uma reclamação de barulho de um vizinho do andar de baixo semana passada. Ela estava acabada. E eu estava radiante de orgulho.

7# Porque elas são lindas

Eu sou um cara visual, então aprecio cada chance de encarar os meandros da vagina da minha namorada. Eu amo inspecionar cara dobrinha de carne e sorver tudo.

E aí, faz sentido? Quais outros motivos lhes deixam malucos para sentir o elixir de uma mulher?

Fotos: El Hombre
Fonte: El Hombre/Thiago Sievers

Memórias de uma advogada 4

12

Na cena final do último capítulo, estou ajoelhada diante de um semi-desconhecido em quem acabara de fazer o sexo oral mais alucinante – e inesperado – da minha vida. Era uma festa com pouca luz e muita gente estranha. Fomos flagrados por uma menina quase bonita que usava o corte mais estiloso que eu já vi na vida.

Ela parecia não ligar muito. Talvez a cena fosse comum em sua vida movimentada e rodeada por pessoas essencialmente livres. Sentamo-nos de volta na sala lotada e cheia de fumaça com a naturalidade de quem não estava na gozando na varanda segundos antes.

Ele estava à minha esquerda com uma das pernas encostadas em mim. Ela, usando uma saia turquesa soltinha e as pernas finas estiradas. Trocamos olhares sugestivos entre um gole e outro – os três, numa reciprocidade quase sincronizada.

13

- Vamos tomar a última lá em casa? É  aqui pertinho.

O tom da voz dela era ébrio, natural e muito safado. Entreolhamo-nos.

- Acho uma boa.

Entramos no carro e felizmente eu ainda podia dirigir, mesmo que mal. Era difícil me concentrar com uma mão insistente transitando entre minha coxa e minha virilha, mas, por sorte, o apartamento dela era a duas quadras dali.

Entramos. Havia um Merlot nos esperando (pois é, aquela noite podia mesmo ficar ainda melhor). Ele abria o vinho enquanto ela se ocupava em me beijar tão repentinamente quanto ele mesmo me fizera ajoelhar horas antes.

14

Ela tinha mãos delicadas e habilidosas e um beijo quente e feminino. Tocava meus peitos por cima da blusa enquanto passeava a própria língua por cada centímetro da minha boca. Quando abrimos os olhos, ele estava parado, com o vinho em uma das mãos e o pau visivelmente duro. Não esperou o convite e sentou-se conosco no sofá. Serviu o vinho. Bebi um gole enquanto os olhava, imóvel, com um sorriso de canto.

Ele tirou a taça da minha mão – em outras circunstâncias, eu consideraria isto completamente ofensivo – puxou meu cabelo, me olhou firmemente durante precisos três segundos e me beijou com sede. Puxou-me mais para perto. Sentei em seu colo, com as pernas abertas, de frente pra ele. Nos beijávamos enquanto eu cavalgava, ainda vestida, e a anfitriã se divertia com a cena. Mas ela precisava se divertir mais.

Levantei e tirei sua blusa. Ela tinha peitos grandes, muito brancos com auréolas rosadas. Passei a sugá-los enquanto ele a masturbava por cima da calcinha de algodão e ela gemia baixinho com a expressão mais safada que eu veria naquela noite.

15

Eu não podia lidar com a dimensão do meu tesão. Gozaria ao menor estímulo. Ele tirou a camisa e nós duas – juntas – cuidamos do resto até que pudéssemos vê-lo nu em pelo na nossa frente. Conduzi-a gentilmente para que ela provasse o pau que eu provara mais cedo – e ela o fez com maestria. Ajoelhamos, ambas, na sua frente, e ele tinha uma expressão (que hoje parece patética, mas, naquele momento, era excitante) de rei do harém. Ele revezava o próprio prazer em nossas bocas.

Levantei e sentei para assistí-los. Ela parecia preferir mulheres, mas se divertia. Ao perceber que eu me masturbava gostosamente diante do espetáculo que eles mesmos protagonizavam, ele veio em minha direção e segurou o meu rosto pela segunda vez naquela noite, fazendo com que eu me virasse de costas. Ela era do tipo participativa, e posicionou-se estrategicamente perto da minha boca.

16

O momento em que ele colocou a camisinha pela primeira vez não estragou o clima, porque eu me ocupava chupando-a. Enquanto seus gemidos incontidos ecoavam pela sala à meia-luz, senti-o me penetrar abruptamente enquanto puxava meu cabelo. Ela gozou primeiro, gostoso, na minha boca, e se afastou alguns centímetros, talvez pela sensibilidade pós-orgasmo, mas eu ainda podia vê-la escorrer, de muito perto, enquanto ele me comia.

Ao abrir os olhos depois do meu próprio gozo, notei que ela me olhava com uma expressão atenta e excitante. Ele pediu que nos ajoelhássemos de novo, juntas. Obedecemos. Nossos rostos estavam juntos, nossos corpos, nus, se misturavam no assoalho de madeira. Ele dividiu o gozo entre nossas bocas e nossos seios.

Não terminamos o vinho. Eu tinha pressa. Me despedi, deixei-os sozinhos e saí madrugada adentro, em direção à casa da minha amiga, onde era esperada. O dia seguinte seria de retorno à minha rotina maçante – mas não exatamente monótona – no escritório.

18

Fotos: Artistic Smut
Fonte: Diário do Centro do mundo – DCM/Anônima

 

Memórias de uma advogada 3

1

No último capítulo  conheci muito de perto meu novo vizinho. Ele me ajudou com uma porta trancada e saciou o desejo curioso que me despertara desde que nos conhecemos. Eu deixei claro que sabia que ele era casado na sua saída, enquanto sua esposa surpreendentemente nos observava pela janela.
Depois do episódio no mínimo curioso, passei a observar atenta o jovem casal. Pareciam vívidos, felizes, joviais. E liberais, assim eu esperava. A esposa aparentava vinte e poucos anos bem vividos. Era morena, os cabelos ondulados, escuros e pesados, um molejo de quem conhece a vida.
Trocamos alguns sorrisos de cortesia que escondiam segredos que nossas bocas não contavam. E não contarão, ao menos não neste ponto.
Minha casa já estava satisfatoriamente organizada. Era hora de voltar a viver de verdade: livre como gosto de ser. Resolvi viajar para a casa de uma amiga em Floripa. Praias bonitas, corpos dispostos, festas permissivas: tudo o que eu mais gosto no mundo estaria lá.
2
Ela me esperava com uma cerveja gelada.
“Vá se vestir, use aquela blusa de Capitu!”
Era uma camiseta com os dizeres “Olhos de cigana oblíqua e dissimulada.” Os meus olhos. Combinei-a com um saia curta, solta e confortável. Fomos a uma reunião no estúdio de tatuagens em que a minha amiga trabalhava.  Era um ambiente tão sensual que beirava o sombrio. Luz baixa, muitas referências de cinema e quadrinhos, desenhos criativos estampados nas paredes de uma sala minúscula… e pessoas. Muitas pessoas.
Uma moça no canto da sala, sentada no chão, com um corte de cabelo estiloso; alguns homens tatuados, com camisetas surradas e cabelos fora dos padrões. Atraentes, em geral. Sorriram-me e cumprimentaram-me. Abrimos a primeira cerveja. 8,9% de álcool: aquela noite não seria uma qualquer.
Alguém me passou um baseado de boas-vindas. Aquelas pessoas pareciam transcender a um nível que eu só alcançaria algumas horas depois. A conversa era solta e leve, ninguém parecia deixar de dizer o que lhe viesse a cabeça. Resolvi ir à janela acender um cigarro. Tragava enquanto ouvia o murmúrio sonoro das pessoas na sala, até sentir uma sombra alcançar o meu corpo. Era uma presença masculina. Os cabelos na altura da nuca, os olhos maliciosos e negros demais. Um corpo quase delicado.
9
“É aqui a área da fumaça?”
Sorri de canto e traguei como resposta. Ele parou perto de mim – perto demais:
“Você tem um isqueiro?”
Em vez de responder, acendi o seu cigarro olhando-o nos olhos e cheguei ainda mais perto. Esperava que ele entendesse o recado. Conversamos qualquer coisa aleatória de que não me lembro mais, até que o ponto alto da noite chegasse.
Ele lançou o próprio corpo contra o meu, lento, mas com uma agressividade medida e pensada, e escorregou uma de suas mãos pelo meu corpo. Tocou meus seios enquanto me olhava com uma expressão dominadora – e enlouquecedora, a propósito. Homens que sabem molhar a calcinha de uma mulher sem usar a língua merecem um lugar especial no céu. Ou no inferno.
Passeou novamente pelo meu corpo, por debaixo da minha saia solta, sem desviar o olhar cafajeste por um minuto sequer. A porta aberta e a possibilidade de sermos flagrados me excitava. Beijei-o furtivamente, e, uma correção: aquilo não foi um beijo. Fui eu lambendo os lábios dele.
10
Era mais animalesco que um beijo qualquer.
Ele usou a mão que não estava ocupada descobrindo minha calcinha pequena para empurrar o meu rosto, apertando meu queixo e interrompendo meu beijo lascivo. Não entendi muito, mas achava delicioso ser dominada por um quase desconhecido. Sem nenhuma palavra, puxou meus cabelos fazendo-me ajoelhar em sua frente – e neste ponto eu sequer pensava na porta aberta e nas pessoas na sala – e me fez engolir cada centímetro do seu pau. Não pediu licença para me fazer engolir sua porra. Não me deixou esquivar – embora eu não quisesse mesmo fazê-lo.
Eu ainda estava ajoelhada, estupefata e excitadíssima com tamanha ousadia, quando a moça de corte estiloso apareceu na porta e esboçou uma expressão safada e sem o menor resquício de espanto. Ele abotoou as próprias calças, olhou-a e sorriu, cúmplice. Voltamos para a sala e nos sentamos juntos, muito perto da moça. Entre um gole e outro, ela nos olhava mais do que todos os outros.
A noite só estava começando.
11
Fotos: Artistic Smut
Fonte: Diário do Centro do mundo – DCM/Anônima

Memórias de uma advogada 2

61

Anteriormente: minha amiga e eu havíamos feito talvez a grande descoberta sexual de nossas vidas: éramos capazes de sentir prazer sem um homem. Mas com um, confesso, era incomparavelmente melhor. Eu continuaria, portanto, com aventuras heterossexuais – só que com o plus da descoberta de que mulheres também são capazes de me satisfazer plenamente. 

Eu finalmente decidira me mudar. Sair de um apartamento minúsculo e barulhento no centro da cidade para um prédio charmoso numa rua tranquila realmente me parecia uma boa ideia.

Cheguei à casa nova e cheia de caixas entulhadas e fui recebida pelo novo vizinho.

Ele era filho do dono do apartamento que eu alugara. Era daqueles que ganham a sua simpatia numa conversa de cinco minutos. Era alto e tinha no máximo trinta anos – pelo que supus, porque não ousei perguntar – e com algumas dezenas de tatuagens espalhadas pelo corpo definido e uns olhos amendoados que me deixaram com uma incontrolável expressão tarada – que ele notou, porque era realmente tão esperto quanto parecia.

08

Deu-me as boas vindas como um bom anfitrião, se dispôs a me ajudar caso eu precisasse de algo e voltou ao seu apartamento, bem em frente ao meu. Era uma boa vizinhança, pensei.
Era hora do almoço e eu precisava descobrir o que havia por perto para uma jovem que mora sozinha e é mal-sucedida na cozinha.

Usava um vestido velhinho, daqueles que de tão usados se ajustam ao nosso corpo e os cabelos castanho-claro presos num coque bagunçado (como a minha vida). Fechei a porta e notei que não pegara a minha bolsa – e nem as chaves do apartamento. Estava presa do lado de fora. Parece que eu precisaria da ajuda do vizinho simpático mais cedo do que ele podia imaginar.

027

Bati à sua porta com uma expressão meio marota, meio envergonhada. Ele abriu sorridente:

– Oi, vizinha. Tudo bem por aí?
– Então, não. Eu consegui trancar o apartamento com as chaves dentro no meu primeiro dia de estadia. Você tem uma cópia?
– Relaxa, eu resolvo isso pra você.

Passou por mim, mais perto do meu corpo do que o necessário, subiu no parapeito da varanda e pulou habilidosamente a minha janela. Abriu a porta e se deparou com a minha cara de surpresa diante de tamanha eficiência.

023

Almocei num restaurante charmoso na rua de casa enquanto pensava em quantas situações eu gostaria que aquele homem pulasse a minha janela. Aquilo mexeu mais comigo que os seus olhos amendoados.

Passei os próximos dias perdida entre a bagunça da minha sala e o tesão descomunal pelo meu novo vizinho. Vez ou outra via-o através da janela lateral, sempre nu da cintura pra cima. Cumprimentava-o cortesmente enquanto queria bater na sua porta e conseguir mais do que uma xícara de açúcar.

Num dia particularmente cansativo de jornada dupla no escritório e com a arrumação da mudança, pus uma música gostosa, acendi um cigarro e me debrucei na janela. Avistei-o e, no primeiro trago, ele se deu conta de que eu estava de calcinha e camiseta branca.

Olhou satisfeito e sorriu maliciosamente. Dei de ombros e virei-lhe as costas, tão propositalmente quanto era capaz. Peguei uma taça de vinho e voltei à janela. Passamos alguns minutos numa comunicação não verbal de olhares e sorrisos. Não havia o que pudesse ser dito. Vi-o sumir da janela e ouvi três batidas decididas na porta. Eu já sabia a que ele vinha.

17

– Você tem outra taça desse vinho?

Fiz que sim e fui buscar, sem o menor desconforto pelos meus trajes. Senti seu olhar me perfurando. Cheguei muito perto e entreguei-lhe a taça. Nossas bocas estavam agora a alguns centímetros uma da outra, e eu resolvi me demorar ali. Ele me deu um beijo lento, daqueles que desbravam cada centímetro da língua, enquanto me puxava para o seu corpo e percorria as minhas costas por debaixo da camiseta. Pôs as taças sobre a mesa – como quem já se sente em casa – virou-me contra a parede e mordeu forte e lentamente o meu pescoço, enquanto tirava meus cabelos de seu caminho ora com força, ora com delicadeza.

– Eu sabia o que você queria.

Ele sabia mesmo. Afastou meu notebook e me fez sentar na minha mesa de trabalho. Ela tinha a altura perfeita, como se tivesse sido feita pra isso. Cruzei as pernas em torno de seu corpo e puxava-o contra a minha boceta enquanto nos beijávamos como se não houvesse uma janela aberta bem na nossa frente. Ele afastou minha calcinha de algodão para o lado, abriu minhas pernas tanto quanto era possível e me invadiu com uma língua quente e habilidosa. Eu me contorcia e gemia incontidamente, até gozar enquanto pressionava seu rosto na minha boceta.

a25

Aquele gozo o despertou ainda mais – mesmo que isso parecesse realmente impossível depois de tanto tesão – e ele desabotoou a calça e me penetrou forte e de uma só vez, como um animal instintivo e apressado, até que eu sentisse seu gozo quente entre minhas pernas. Ficamos ali alguns segundos, imóveis e ofegantes. Empurrei-o sutilmente para sair de seus braços, peguei um copo d’água e quebrei o silêncio:

– Foi incrível, mas acho que preciso dormir. Não foi um dia fácil. Se importa em ir agora? Sua mulher deve acordar a qualquer momento.

Ele esboçou uma expressão de espanto – porque certamente pensou que seu casamento fosse um segredo pra mim. Bem, não era. E isso não me incomodava, ao contrário, me excitava ainda mais.

– Claro, linda. Boa noite. – disse, com uma naturalidade perspicaz.

3

Beijou-me a boca despretensiosamente, como se não tivéssemos acabado de protagonizar uma transa insana, e se despediu.

Sorri ao vê-lo sair pela porta. Não queria um estranho na minha cama. Nenhuma intimidade além daquela que o próprio sexo proporciona.

Acendi outro cigarro e vi sua jovem esposa me olhar pela janela com um olhar que eu não conseguia – e não queria – decifrar.

Fotos: Desires of a Bi-Sexual Women
Fonte: Diário do Centro do Mundo-DCM/Anônima

7

Memórias de uma advogada 1

35

A partir de hoje, ANÔNIMA escreve um folhetim para o DCM. ANÔNIMA é advogada e escritora, uma colunista de sucesso na internet brasileira. Está próxima dos 30 anos. A intenção é publicar um novo capítulo a cada semana. Os textos não são recomendáveis para menores de 18 anos.

Capítulo 1: Duas amigas

Éramos amigas. Eu sempre preferi amigas como ela: menos fotos no espelho e declarações baratas e mais fumaça, gargalhadas e maledicências.

Nosso assunto preferido eram os paus alheios. Ela, particularmente, conhecia mais do que eu. E os que a gente não conhecia viravam o centro da nossa especulação barata. Falávamos do tamanho, do diâmetro, da potência (ou falta de). Eu me sentia privilegiada por falar de paus em vez de sapatos.

36

O álcool sempre nos deixava a vontade – não que não pudéssemos falar dos paus alheios quando sóbrias, mas fazê-lo depois de uns bons drinks era infinitamente mais divertido.

Ela tem o tipo de naturalidade que te prende o olhar por horas, juro. Uma cintura marcada seguida de uns pneuzinhos que – pela quantidade de cerveja que ingere – ela não poderia deixar de ter. As pernas separadas, finas e bem torneadas, o joelho ossudo e charmoso, e o olhar. Ah, o olhar! Apesar disso, eu nunca cultivei – ao menos não conscientemente – um tesão genuíno por ela. Era, afinal, apenas a amiga com quem eu podia falar de paus sem ser surpreendida por olhares de espanto e hipocrisia.

Mas naquele dia o vinho estava mais forte. O chá era dos bons, o incenso, o blues, a meia luz.. Naquele dia falamos dos melhores paus. E descobrimos um assunto melhor, depois.

38

- Você já ficou com a Ana, né?
- Já, uma vez. O pau dela é dos grandes. – referia-se, provavelmente, à qualidade sexual da moça. Caímos na gargalhada pela centésima vez.
- E você, Nath? Já ficou com uma mulher?
- Fiquei, mas não cheguei a ver o pau. Era moça de família. – A coerência do nosso papo era proporcional ao teor de álcool e de erva.
- Cê curtiu?
- Pra caralho.

Ela chegou mais perto. Era menos agressivo que o “chegar mais perto” de um homem. Era despido de necessidade de auto-afirmação e transbordava a mais pura curiosidade e vontade. A língua era quente e o beijo era calmo, sem pressa; era o beijo o personagem principal. Não era figurante de uma transa posterior, quando tantas vezes acontecera comigo. O percorrer daquelas mãos no meu corpo tinha a mesma naturalidade da cintura dela. Os seios, pequenos, cabiam na palma da mão. A gente transpirava álcool e um desejo que não podia mais esperar. O beijo calmo foi incorporando um tesão avassalador – só tesão, não pressa – e as mãos ficaram mais ligeiras, espertas, eficientes. As quatro. As preliminares duraram o tempo necessário. Descobri aqueles seios com a língua, e a buceta não totalmente depilada, e incrivelmente molhada.

39

Prestes a explodir de tesão, fui presenteada com aquela língua no meu clitoris – ela sabia exatamente o que fazer. Gozamos, desfrutando como havia de ser. Sem esperar o depois, porque o agora valia a pena como nunca antes.

Nós nos descobrimos e descobrimos o quanto queríamos isso. Ela sorriu e, ainda bêbadas, gargalhamos pela centésima primeira vez. Ainda havia paus a serem descritos e garrafas a serem abertas.

Fotos: Desires of a Bi-Sexual Women
Fonte: Diário do Centro do Mundo-DCM/Anônima

40