Não coma hambúrguer

O hambúrguer que não é apropriado para o consumo humano

O chef Jamie Oliver acaba de vencer uma batalha contra a mais poderosa cadeia de Junk Food do mundo. Uma vez que Oliver demonstrou como são produzidos os hambúrgueres, o McDonald’s anunciou que mudará a receita.
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De acordo com Oliver, as partes gordurosas da carne são “lavadas” com hidróxido de amônia e, em seguida, são utilizadas na fabricação do “bolo” de carne para encher o hambúrguer. Antes deste processo, de acordo com o apresentador, essa carne já não era apropriada para o consumo humano.

Oliver, chef ativista radical, que assumiu uma guerra contra a indústria de alimentos, diz: estamos falando de carne que tinha sido vendida como alimento para cães e após este processo é servida para os seres humanos. Afora a qualidade da carne, o hidróxido amônia é prejudicial à saúde.

Qual dos homens no seu perfeito juízo colocaria um pedaço de carne embebido em hidróxido amônia na boca de uma criança?

Em outra de suas iniciativas Oliver demonstrou como são feitos os nuggets de frango: Depois de serem selecionadas as “melhores partes”, o resto- gordura, pele, cartilagem, víceras, ossos, cabeça, pernas – é submetido a uma batida – separação mecânica – é o eufemismo usado por engenheiros de alimentos, e, em seguida, essa pasta cor de rosa por causa do sangue é desodorada, descolorida, reodorizada e repintada, capeadas de marshmallow farináceo e frito, este é refervido em óleo geralmente parcialmente hidrogenado, ou seja, tóxico.

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Nos EUA, Burger King e Taco Bell já abandonaram o uso de amônia em seus produtos. A indústria alimentar utiliza hidróxido de amônia como um agente anti-microbiano, o que permitiu ao McDonald’s usar nos seus hambúrgueres, carne, de cara, imprópria para o consumo humano.

Mas ainda mais irritante é a situação que essas substâncias à base de hidróxido de amônia sejam consideradas “componentes legítimos em procedimentos de produção” na indústria de alimentos, com a bênção das autoridades de saúde em todo o mundo. Portanto, o consumidor nunca poderá se informar quais produtos químicos são colocados em nossa comida.

http://pocos10.com.br/famoso-chef-de-cozinha-vende-demanda-judicial-contra-mcdonald’s-e-prova-a-farsa/?fb_action_ids=616281471742900&fb_action_types=og.likes&fb_source=other_multiline&action_object_map=%5B1415291992019312%5D&action_type_map=%5B%22og.likes%22%5D&action_ref_map=%5B%5D

O vinho, do terroir à marca

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Um vinho é sempre a flor e o fruto de um equilíbrio singular e não reprodutível. Os antigos se maravilhavam, a sociedade industrial fica em pânico

Os romanos foram os primeiros globalizadores”, observou certa vez Pierre Legendre.1 A eles, então, o reino, o poder e a glória − era assim que Plínio, o Ancião, naturalista de língua latina nascido no ano 23 d.C., se felicitava: “Não há ninguém que não pense que, ao unir o Universo, a majestade do Império Romano fez progredir a civilização graças às trocas comerciais e à comunidade de uma feliz paz, e que todos os produtos, mesmo os que antes estavam escondidos, viram sua utilização se generalizar”.2

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Plínio abre dessa forma o livro XIV da História natural, consagrado à vinha, ao vinho e à vinificação, no quadro de uma primeira globalização feliz. O comércio do vinho era uma atividade muito antiga na região mediterrânea. Desde o fim da República e o início do Império, a Itália exportava tanto vinho quanto importava. Desde tempos remotos, mercadores e agrônomos desenvolveram o hábito de classificar os vinhos distinguindo sua origem. No final do século II a.C., era uma convenção que a qualidade do vinho estava mais relacionada a seu terroir(campo onde a uva é cultivada) e à sua região de produção que a seu modo de preparo – este último tendo principalmente sua importância na elaboração dos inumeráveis vinhos retificados, perfumados e aromatizados para corrigir uma cultura preguiçosa e uma vinificação defeituosa. Plínio evoca os crusitalianos, gauleses e espanhóis, depois os vinhos gregos, asiáticos e egípcios, cujo consumo era um sinal de distinção social em Roma. Já se prezavam os vinhos estrangeiros. O naturalista lamenta a moda. A respeito do vinho, ele contrabalanceia os males da moda e a ameaça que a extensão do comércio faz pesar sobre a arte dos homens, sobretudo sobre uma arte tão delicada quanto a de fazer vinho.

“Antes, os impérios, e por consequênciaos espíritos, estando limitados às fronteiras de sua nação, o magro campo deixado à aventura os levava fatalmente a cultivar as qualidades da inteligência. [...] A extensão do mundo e a imensidão das riquezas causaram a decadência das gerações seguintes.” Em matéria de vinicultura, o naturalista romano lamenta as consequências práticas dessa mudança de costumes: “Nossa época mostrou apenas poucos exemplos de perfeitos vinhedos”.

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Para compreender a situação do vinho na economia globalizada, é sempre perturbador lembrar o que observava Plínio no momento de uma primeira unificação do mundo em torno do Mediterrâneo. E é espantoso encontrar nele o testemunho antigo de uma “batalha do vinho”3 que é mais do que nunca a nossa: vinhos naturais contra vinhos maquiados, vinhos de terroir(nos quais prevalece o local de cultivo) contra vinhos de cepagem (que valoriza o tipo de uva utilizada), vinhos de artesãos contra vinhos de comerciantes, vinhos daqui contra vinhos de fora.

Não se bebia apenas vinho na época romana. Mas já se compreendia que não se tratava de uma bebida como as outras; sabia-se que existiam crus mais agradáveis que outros e que “dois vinhos irmãos da mesma vindima” podiam ser desiguais “por causa do recipiente ou de qualquer circunstância fortuita”; maravilhava-se com a importância do terroir; distinguiam-se os vinhos de Piceno, de Tibur, de Sabino, de Amínea, de Sorrento, de Falernum; bebia-se também cerveja e hidromel, mas dava-se ao vinho um privilégio e um mistério.

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Nascido da convergência de uma cepagem (ou de uma junção) particular, de um terroir dado, da arte de um vinicultor e das condições climáticas de um ano, um vinho é sempre a flor e o fruto de um equilíbrio singular e não reprodutível. Os antigos se maravilhavam, a sociedade industrial fica em pânico. Para as multinacionais do setor agroalimentar que gostariam de impor uma bebida universal ao mercado, um álcool de grãos – uísque, vodca ou gim – se adaptaria melhor: nenhuma necessidade geográfica de produção, nenhum problema de fornecimento de matéria-prima, nenhuma angústia meteorológica, nenhuma dificuldade de ajuste da oferta à demanda. Queremos acreditar que George Orwell pensou nisso ao fazer do “gim da Vitória” a única bebida alcoólica disponível no universo totalitário de seu romance 1984. Um licor ácido e transparente mas consolador que Winston Smith bebe no fim do livro, depois de ter enfim aceitado o poder do Big Brother.

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O vinho tem o inconveniente de criar uma restrição de território. Para o Romanée-Conti, são 1,8 hectare e 6 mil garrafas produzidas por ano. Para um grupo mundial que sonha com esse carro-chefe dos vinhos da Borgonha, essa restrição da produção é particularmente problemática. Mais do que um terreno cercado de muros – mesmo que seja o mais prestigioso do mundo –, prefere-se então adquirir uma marca. Por exemplo, na Champagne, onde ninguém se pergunta sobre a explosão dos vinhos Krug ou Dom Pérignon desde sua aquisição pelo grupo Louis Vuitton-Moët Hennessy (LVMH), líder inconteste do luxo mundial. Educadamente, a imprensa especializada fala de “fornecimentos excepcionais”. Uma marca tem inclusive a vantagem de servir ao mundo inteiro. Vejamos a Chandon e seus espumantes produzidos na Argentina, na Califórnia, no Brasil, na Austrália, mas também na Índia e na China. Na Champagne, são produzidos 350 milhões de garrafas por ano. A demanda da nova classe média mundial por “borbulhantes” é dez vezes maior. O que o território não pode produzir, a marca o faz provendo ao mercado sparkling wines. Mas, sejamos honestos: os Chandons clínicos e tecnológicos são perfeitamente bebíveis e até mesmo muito bons.

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Em seu documentário Mondovino,4 apresentado no Festival de Cannes em 2004, o cineasta norte-americano Jonathan Nossiter mostrou que o vinho tinha virado um produto como qualquer outro na sociedade de concorrência total. A tecnociência econômica globalizada estendeu seu império para todos os vinhedos do mundo por meio das marcas. Nas adegas azulejadas do Médoc, de Mendoza e do Nappa Valley, eles semeiam os mostos, corrigem a acidez do suco, colorem ou descolorem, turbinam e filtram os vinhos antes de comercializá-los em uma garrafa de Bordeaux com uma etiqueta internacional. Ao mesmo tempo, há algo de irredutível na lógica do território. O cineasta lembra isso ao filmar os vinhedos rebeldes nos Pirineus, na Sicília e na Argentina. Amável paradoxo da globalização: é no Brasil, no Chile, no Uruguai, na Grécia, na Geórgia, na Sérvia, no Japão e na China que aparecerão amanhã outros artesãos rebeldes às ordens da agroindústria. Pois o movimento dos vinhos naturais que se enriquece a cada ano de novos territórios também se torna global e mundial. Como na época de Plínio, uma rugosa batalha opõe aqueles que veem o vinho como um produto agrícola e os que o olham como um produto comercial. Nada mudou, a não ser em termos de escala, com o aparecimento da indústria, o desenvolvimento do marketing e a abertura infinita dos mercados.

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Existem com certeza os Doctors Strangelove do capitalismo total que sonham com um vinho único, assim como gostariam de uma água única, desmineralizada para apagar qualquer traço de sua origem, depois remineralizada e vendida nos cinco continentes. “O que eles querem é apagar a memória do gosto”, confiava-nos outrora Marcel Lapierre, líder improvisado de uma alegre guerrilha levantada contra os vinhos tristes na região de Beaujolais. Seu poder no mundo nos preocupa, seu desejo de potência nos alarma, seus objetivos nos aterrorizam. Ao mesmo tempo, não nos sentimos esses seres sem lugar nem memória capazes de esquecer o que observava Plínio: “Cada um se importa com o seu vinho e, onde quer que se vá, é sempre a mesma história”.

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Fotos: Chuchotements et plaisir des yeux/ Sensualità
Fonte: Le Monde Diplomatique/Sébastien Lapague

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1 Ver Dominium mundi. L’empire du management [Dominium mundi. O império da gestão], de Gérald Caillat, sobre um texto de Pierre Legendre, DVD Idéale Audience International/Arte France, 2007.

2 Ler Plínio, o Ancião, História natural, XIV, texto escolhido, traduzido e comentado por Jacques André, Les Belles Lettres, Paris, 1958, p.24 e seguintes.

3 Ler Alice Feiring, La bataille du vin et de l’amour ou Comment j’ai sauvé le monde de la parkerisation [A batalha do vinho e do amor ou Como eu salvei o mundo da parkerização], Jean-Paul Rocher Éditeur, 2010.

4 Ver Mondovino, de Jonathan Nossiter, DVD TF1 Video, 2005, e principalmente Mondovino − La série, boxe com quatro DVDs, TF1 Video, 2006.


Fotos coloridas do século 20

Fotografias coloridas de Prokudin-Gorsky (1863-1944)

As fotografias coloridas começaram a se popularizar comercialmente nos anos 1950 e 1960, com a inserção dos filmes produzidos pela Polaroid, mas a tecnologia em filme existe desde os anos 1930 – há, por exemplo, registros em cores da vida íntima de Hitler neste período. Entretanto, existem fotografias coloridas, de maior ou menor qualidade, desde 1855, através de métodos desenvolvidos por fotógrafos pioneiros, Entre eles está Sergey Prokudin-Gorskii, químico apaixonado por fotografias, que desenvolveu uma engenhosa técnica para fotografar em cores a Rússia do começo do século XX.
03966u.jpg (864×767) 21033u.jpg (876×767)

 

 

 

04425u.jpg (898×767) Esta técnica consistia em registrar a mesma cena com três filtros: um vermelho, um verde e um azul. A sobreposição das fotos criava uma imagem complexa a cores. Depois os registros eram unidos e iluminados com frequências de luz diferentes e projetados. Gorskii não dispunha de um método de impressão ou revelação para levar suas fotografias ao papel.fotorussa3.jpg (620×411)
O trabalho  de Gorskii chamou a atenção do czar russo Nicolau II, que o contratou para percorrer todo o império documentando a grandeza e a diversidade da nação. Gorsky se entregou a este projeto de 1909 a 1915, documentando o dia a dia do Império Russo, que estava na iminência da dissolução por causa da Revolução de 1917.prokudin+gorsky+15.jpg (640×562)03940u.jpg (893×767)03947u.jpg (904×767)Todo o material de Gorskii foi comprado em 1948, de seus herdeiros, pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.  Armazenadas por décadas, apenas algumas fotografias foram aproveitadas e impressas ao longo dos anos, dada a complexidade de se combinar os originais para impressão colorida. Em 2001 ela organiza uma exposição “O Império que foi a Rússia” e para essa ocasião realizou-se a cópia digital das suas imagens a partir dos três originais monocromáticos de cada foto.http://sechtl-vosecek.ucw.cz

OBS. quem gosta de fotos antigas, não pode perder - http://sechtl-vosecek.ucw.cz/galerie.html

Fonte: GGN

Por que as mulheres gostam chocolate?

chocalate 5Já parou para pensar por que as mulheres necessitam tanto do famoso chocolate? E, nós, homens, ficamos com cara de poucos amigos quando se fala em chocolate junto com cerveja. Ou antes. Ou depois. Ou junto com o churrasco.

De qualquer maneira, ao lembrar em um presente para ela, o chocolate tem sempre duas visões: é bom e é ruim. Como tudo que se refere a uma mulher, a escolha é sua e a decisão é dela. Se ela gosta de chocolate dirá sim, mas se ela estiver na fase de emagrecer, dirá não. E, sobre o sim ou não, nossa vida anda sempre no fio da espada. A decisão é sua. Boa sorte.chocolate 2

A culpa é da TPM! As alterações hormonais do ciclo menstrual oscilam o humor feminino, aumentando as sensações de depressão e ansiedade. “Dizem que o consumo de chocolate aciona áreas do cérebro responsáveis por elevar a endorfina, hormônio responsável pelo prazer. Assim, a delícia é capaz de aumentar a sensação de prazer, bem-estar e ainda… Viciar!  A serotonina estimula o cérebro e assim, pode causar aquela sensação de ‘quero mais’”, afirma.

Por isso, atenção meninas!  Dizem que o ideal é ingerir até 25 g de chocolate amargo, ou meio amargo, por dia. E nada de exageros, pois o chocolate é extremamente calórico. Em outra palavras – pode ser bom comer chocolate, mas o resultado é medido claramente na balança. E imediatamente após o prazer. Em quilos. muuitos quilos.

chocolate 1Benefícios do chocolate

Cada 100 g de chocolate contêm 600 mg de feniletilamina (PEA), um estimulante parecido a dopamina e a epinefrina, substâncias naturalmente produzidas pelo organismo que também são responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.

O cacau (principal componente do chocolate) contém flavonoides, grupos metabólicos que podem melhorar a saúde cardiovascular, incluindo a redução de danos ao endotélio vascular (controle do fluxo sanguíneo) promovidos pela oxidação do colesterol LDL, assim como a redução da tendência à agregação plaquetária. Este é o lado bom.

chocolate 3E para as chocólatras de plantão, uma boa notícia: chocolate ajuda a emagrecer. Um estudo realizado em março de 2012, na Universidade da Califórina em San Diego, nos Estados Unidos, entrevistou 1.081 pessoas de 20 a 85 anos analisando a ingestão de calorias e o Índice de Massa Corporal (IMC) de cada voluntário. Ao longo do estudo, pode-se se destacar que o doce favorece a pressão sanguínea e nível do colesterol, além de diminuir os valores do IMC.

O chocolate também pode ser bom para a pele. Dizem que o chocolate é um alimento fonte de energia, vitaminas, minerais (magnésio, cobre, potássio e manganês), é protetor contra ação de radicais livres e contém substâncias antioxidantes. O cacau presente no doce possui teobromina uma substância parecida com a cafeína, estimulante do sistema nervoso central. Assimn, para quem gosta, pode ser o chocolate um bom alimento e um bom nutriente. Para que fica de olho na balança, o velho amigo chocolate pode ser um bom inimigo. Vale a decissão: prazer ou balança.

chocolate 4Fotos: Google
Fonte: Corpo a Corpo