Mulheres reclamam da performance de homens

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O que tem de mulher reclamando da performance de homens na cama não é de se ignorar. Ao que parece, o grau de insatisfação delas não é baixo.

E, compreendamos, há justificativas.

Por motivos que não me cabe analisar aqui, o sexo, em linhas gerais, acabou se tornando uma atividade dedicada ao prazer masculino. Por conta de fatores históricos, os desejos das mulheres por muito tempo ficaram em segundo plano.

Mas os tempos modernos estão tratando de derrubar esse paradigma.

Hoje não são só as mulheres que procuram valorizar o prazer feminino na cama – mas nós, homens, estamos cada vez mais sedentos para proporcionar a elas um bom orgasmo.

Digam, senhores, há algo mais gratificante do que ver a mulher que está com você se contorcer no lençol? De saber que ofereceu a ela a melhor sensação física que pode sentir?

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Por isso, buscamos algumas dicas para aumentar a sua chance de alcançar esse objetivo. E, durante a pesquisa, encontramos o site How To Make Me Come, que em português significa “Como Me Fazer Gozar”. E – surpresa! – ele é escritos por mulheres.

Ou seja, são moças dizendo o que deve ser feito para que elas alcancem o orgasmo.

Beleza, não?

Então eu dei uma boa vasculhada no Tumblr e garimpei os conteúdos que mais se repetiram nas descrições femininas.

Eis aqui um resumão.

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— FATORES INDIRETOS —

# Dê segurança

Um dos fatos que se destacou na maioria dos comentários do site foi a necessidade que as mulheres têm de se sentirem seguras para que as coisas possam acontecer idealmente. O sexo, na verdade, começa muito antes do casal ir para a cama. Ela precisa confiar em você para que se abra.

Eis o que uma delas disse:

Eu preciso me sentir segura. Eu preciso sentir que você não me julgará pelas caras e barulhos que eu fizer. Eu preciso sentir que você não ligará se eu não tive tempo para me depilar naquele dia. Eu preciso sentir que as minhas necessidades não são coisas que você precisa tirar rapidamente do caminho para que então possamos fazer as suas coisas logo. Eu preciso me sentir desejada.

Essa última frase resume tudo: a mulher quer se sentir desejada. Para que isso aconteça, ela precisa estar à vontade ao seu lado, se sentindo livre para agir como quiser.

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Por isso, os já conhecidos elogios sinceros são muito bem vindos. Faça-a notar que você valoriza a sua companhia, que a acha linda, que sente tesão pelo seu corpo, que tem prazer em estar com ela – e tudo ficará bem.

Sentindo-se desejada por você, ela estará segura e se abrirá.

# Devagar é como elas gostam

Se a dica de cima apareceu em muitos comentários, essa daqui foi quase unânime: não tenha pressa para nada durante o sexo.

O fato de boa parte das mulheres terem mencionado essa sugestão indica que o contrário tem ocorrido muito: os homens estão com pressa na cama. E, ao meu ver, parece que isso está ligado ao fato apresentado no início do texto. Aquela ideia de “vou acabar logo com as preliminares para poder transar, gozar e me satisfazer” ainda está bastante presente.

E elas odeiam isso, ao que tudo indica.

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Não faça com que nem as preliminares e nem a transa seja algo burocrático, onde o único objetivo é o seu orgasmo. Elas querem que a gente experiencie o sexo por inteiro, em todos os seus momentos.

Quando for chupá-la, não faça apenas para cumprir papel. “Beije minha vagina como se fosse minha boca”, disse uma moça. Não tecnicamente, eu entendi, mas na essência. Se envolva por inteiro nessa tarefa e ela ficará louca!

Dê uma olhada nesse comentário:

Me provoque. Tome o tempo necessário para realmente me excitar. Meus lábios, orelhas, pescoço, coxas, barriga, etc. Tudo precisa de atenção. Quanto mais tempo você me beijar sem pular da minha face para a minha virilha, melhor será quando você finalmente chegar lá embaixo. E tornará o seu trabalho muito mais fácil.

Quer outra sugestão?

Me beije devagar desde de trás da minha orelha, passando pelo meu pescoço, pelos meus peitos, pela minha barriga, pelos meus joelhos, pelas minhas coxas, e então finalmente, depois da tortura, beije a minha molhada e ansiosa vagina.

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# Ouça-a

Fiz um texto há duas semanas ressaltando a importância de se dedicar a conhecer a mulher que está deitada em sua cama. Não dá para tratar todas da mesma maneira. Cada uma funciona de um jeito.

E a melhor forma de saber como a moça que está em seus braços funciona é perguntando a ela. É outra sugestão que encontrei em peso nos comentários do How To Make Me Come.

Tome o seu tempo para aprender sobre o meu corpo. O que funcionava com a sua ex, talvez não funcione comigo. Nós somos todas muito diferentes, então, a não ser que você seja tipo um mágico gênio da vagina, demorará um pouco até que aprenda como me fazer gozar. E está tudo bem! Vamos concordar que não precisamos nos estressar por causa disso.

Não se preocupe, portanto, em demonstrar que quer aprender – o que revelará que você não sabe tudo. Se todas as mulheres são diferentes, quem é que sabe tudo? (Aliás, outra coisa que apareceu bastante nos comentários é uma certa repulsão a homens arrogantes, que agem dessa maneira.)

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Elas dizem que não só vão adoram indicar o caminho para que você a faça gritar de prazer, como farão questão de deixar claro que você está acertando nos movimentos.

Varie em suas técnicas. Tente diferentes movimentos, velocidades, intensidades e focos de área. Ouça-me atentamente, porque quando você achar a combinação certa, eu o deixarei saber.

# Beije seus peitos

Apesar do peito ser uma zona bastante erógena, dificilmente levará uma mulher ao orgasmo se estimulado isoladamente (apesar de que nunca se sabe, né?). Por isso não aparece com muita frequência nos comentários do site.

Mas separamos a dica abaixo, que nos pareceu bem relevante:

Há uma linha muito tênue entre beijar os seios de forma super sexy e fazer isso como se fosse um homem com complexo de Édipo querendo se amamentar. Beijar o mamilo e todo o entrono do peito até a clavícula é um ótimo movimento sem ter que apelar para chupar o mamilo em si. Movimentar seus dedos úmidos circularmente em volta do meu mamilo também é uma das minhas sensações preferidas no mundo!

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— FATORES DIRETOS —

# Penetração

Quanto à penetração, a grande maioria diz que não é o método mais prático de fazê-las gozar. Algumas conseguem após ótimas e longas preliminares.

No entanto, por não ter muito estímulo sensorial – já que o clitóris, que é o órgão de maior estimulação sensorial no corpo delas, fica do lado de fora -, a penetração tem um significado diferente para mulheres e homens.

De qualquer forma, elas recomendam fortemente que nós estimulemos seus clitóris durante a penetração. Muitas dizem que ficam maravilhadas quando encontram um homem com habilidade para fazer ambas as tarefas de uma vez e com competência.

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Tem um comentário que me parece bem importante sobre o assunto. Segue:

O movimento que funciona para os homens não necessariamente funciona com as mulheres. E nada nos filmes ou na TV ou em pornô nos levará a acreditar nisso. O movimento repetitivo de entrar e sair não significa nada para mim e eu não acho que estou sozinha nessa. O sexo não deveria ser um envolvimento mútuo? Ao menos eles nos fizeram de uma forma que um tem uma coisa para dentro e outro uma coisa para fora. Por que nós simplesmente não fomos feitos de uma maneira que o mesmo movimento fosse bom para homens e mulheres?

Esse pensamento resume tudo: a penetração para elas não é o mesmo que para nós. Ignorar isso é menosprezar o prazer da mulher – e isso não facilitará o orgasmo dela.

Fica a dica!

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# Ponto G

O Ponto G é uma questão polêmica. Tem quem diz que não existe – mas a experiência de algumas mulheres provam que, sim, essa zona erógena está lá pronta para ser ativada.

No entanto, isso não é algo comum segundo os comentários do site. Dos 73 textos, apenas 3 mencionaram o Ponto G, sendo que somente uma falou mais profundamente sobre ele. Mas, ah, ela disse maravilhas: “O orgasmo promovido pelo Ponto G é bem diferente do clitoriano. É muito mais intenso e algumas mulheres podem realmente ejacular (“squirt”) com ele.”

Não vale a pena tentar?

Apesar de sabermos que guias apenas dão referências gerais que certamente irão variar de mulher para mulher, sabemos também que eles podem nos dar um norte. Então vamos ler o “Meu Guia para o Ponto G”, o pequeno texto oferecido por essa mulher que conhece bem seu Ponto G (muitas moças não têm ideia de que eles existem):

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Pegue minha mão. Não tenha medo. Deixe-me ser o seu guia para o Santo Graal dos buracos… o Ponto G. (…) Para atingir o Ponto G você precisará dos três Ps: pressão, precisão e paciência. Eu não tenho certeza se esse guia vai te fazer encontrar o Ponto G de qualquer mulher, mas é como eu acho o meu. Seu primeiro round será com um vibrador. Depois você pode colocar um travesseiro debaixo da mulher e tentar repetir o mesmo processo com seu pinto. O processo deverá levar uns 20 minutos. Aqui vai…

1# Primeiro, faça-a gozar pelo clitóris.

2# Deixe-a dessensibilizar.

3# Em velocidade baixa, pressione o vibrador externamente cerca de uma polegada (1-3 centímetros) abaixo de seu botão e suba pela sua parede vaginal, movimentando o vibrador para baixo e para cima, indo até o ânus em oposição ao seu botão. Em nenhum momento você precisa penetrá-la – há poucos nervos dentro de sua vagina e é somente a sensação de “estar preenchida” que é boa (NE: o que ela quer dizer é que o apelo da penetração não é o estímulo sensorial nervoso, que é onde a moça pretende chegar).

4# Ela começará a inchar, suar e sentir uma pressão crescer.

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5# Ligue o vibrador em velocidade média e continue com os mesmos movimentos. Ela deve começar a verbalizar nesse ponto. Ela provavelmente gostará da sensação do vibrador pressionando forte e de quando ele se aproxima da entrada de sua vagina, mas não coloque-o na entrada, porque, como eu disse, não há muitos nervos lá – é principalmente uma zona morta.

6# Ligue o vibrador na aceleração máxima. O prazer se aproximará da dor se você estiver fazendo certo, e ela estará perto de gozar. Então procure estar atento ao seu limiar de sensibilidade. Se tudo correr bem, em breve ela ficará sem palavras, não conseguirá engolir, seus dedos se contorcerão, e ela será capaz de acabar com os problemas de seca da Califórnia.

7# Agora você deve se concentrar em aplicar pressão com o vibrador no Ponto G, contra a PARTE DE FORA da parede de sua vagina. Se tudo correr bem, ela não conseguirá mais se comunicar, então apenas continue fazendo o que você está fazendo.

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8# Uma vez que você a fez alcançar o clímax, e se, por acaso, vocês dois estiverem desempregados, vocês podem continuar. A maravilha do Ponto G é que uma vez que você o acessa, pode ter múltiplos orgasmos por horas. Uma vez eu tive sete orgasmos pelo Ponto G em uma hora.

Você deve ter ficado curioso com o fato de que o estímulo do Ponto G que a moça indicou é por fora da vagina (mais ou menos na zona dos pelos pubianos). Interessante, não? Realmente talvez isso não funcione com outras mulheres. Mas por que não tentar?

De qualquer forma, o Ponto G também pode (e é mais fácil) ser encontrado por dentro da mulher, o que você pode fazer com o dedo ou com o pinto. Se estiver curioso, leia esse texto: “Afinal, onde fica o Ponto G?”  

# Sexo oral

E, enfim, chegamos na mina de ouro. É aqui que tudo acontece para elas! O sexo oral é o momento mais valioso para grande parte das mulheres. É lá que elas encontram o que todos procuram: o orgasmo.

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“Eu amo penetração também, mas o sexo oral é a Mecca, é a sensação onde todas as outras sensações terminam”, contou uma moça ardente.

Por isso que homem que não gosta de fazer sexo oral já começa no negativo profundo.

Há algumas dicas que se repetem nos comentários:

Varie e não fique sempre nos mesmos movimentos (“Um pouco de língua aqui, uma chupada ali”);

Não faça movimentos frenéticos no clitóris e nem o friccione. Sério, elas odeiam isso! (“Pense em alguém que, com seus dedos ásperos, esfrega-os freneticamente na cabeça do seu pinto – é isso o que eu sinto quando o seus dedos estão no topo do meu clitóris (não ao lado) – machuca!”);

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Use a língua e os dedos ao mesmo tempo – mas entre com os dedos depois de um tempo aquecendo a situação, e não logo de cara (“É assim que a mágica acontece!”);

Faça movimentos circulares na região do clitóris, preferencialmente em volta dele.

Ela quer sentir que você acha a vagina dela a última bolacha do pacote, um oásis no deserto, que a coisa que você mais quer naquele momento é se perder em seus lábios, se lambuzar em seus líquidos;

Enfim, chupe-a. Sempre. E com vontade! Elas amam isso e perceber que você não quer parece ser um dos fatores mais broxantes para as mulheres.

E tem um outro comentário que é bem interessante: “Um erro comum é usar a sua língua durante o sexo oral como se fosse um pequeno e úmido pênis. O ponto é que a sua língua não é seu pênis, então não tente me foder com ela. Lamba devagar.”

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Agora o deixaremos com um simples, quente e esclarecedor guia. Aproveite:

Quando você estiver lá embaixo, dê beijos suaves em volta da minha vagina e depois foque no meu clitóris. Seja gentil. Eu repito, seja gentil. Fazer movimentos circulares com a língua é ótimo. Eu odeio movimentos bruscos. Vejo isso no pornô a todo instante e não entendo.

Deixe sua língua larga e ligeiramente firme. Eu ODEIO aquela coisa quando a língua fica toda dura e pontuda. Não faça de sua língua um tampão de burro. Apenas coloque-a sobre meu clitóris e encontre um movimento em que você pode ficar por um tempo. Para mim, é um jogo de tempo. Então se prepare para fazer o que está fazendo por um longo período.

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Se eu disser que vou gozar, não acelere e nem intensifique bruscamente. Continue fazendo o que está fazendo.

É assim que nós gozamos.

Espero que esse texto seja útil para você, homem. E quanto às mulheres, por favor, dêem mais dicas e nos conte como as coisas funcionam para você – assim você pode, sem saber, ajudar profundamente alguma mulher mundo afora.

 Fotos: Les deux tentatrices
Fonte: El Hombre/Lascivia

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Homem bom de cama


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Sexo que é bom faz uma bela sujeira. Começa com saliva escorrendo por entre as pernas e termina com cumshot no corpo da garota. Com sorte, dá para molhar a cama toda de squirts, a ejaculação feminina.

Baba, suor e lubrificação se misturam. Quanto mais fluidos corporais, melhor – eles fazem a pele deslizar e dão ritmo aos movimentos. Vale cuspir e lambuzar o outro, percorrer a língua por seus orifícios, pôr tudo na boca. Gostoso mesmo é quando os dois acabam encharcados, com calor à flor da pele.

O homem bom de cama sabe disso e abocanha o seio da garota até fazê-la gemer. Então desce roçando os lábios sobre a sua barriga, alcança o seu clitóris e esfregar a barba no meio das pernas, sentindo prazer em sujar ali o rosto todo, e em vê-la se retorcer.

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Aliás, que rapaz não gosta de ver a menina cair de boca no seu pau? A brincadeira perde toda a graça quando a parceira segura o pênis com a ponta dos dedos e se recusa a fazer boquete. Ou se ela faz sem vontade, apressadamente, com cara de dor-de-barriga.

VOCÊ ESTÁ FAZENDO SUA PARTE?

Imagina então como as mulheres se sentem quando eles não fazem sexo oral? É frustrante. Se a autoestima da garota não é lá essas coisas, chega a bater a deprê quando vê que ele não quer nem experimentar o gostinho do seu sexo.

Uma pesquisa realizada pela marca de higiene íntima Sex Wipes apontou que grande parte das mulheres anda frustrada com a performance deles na cama.

Quase metade dos entrevistados (43%) afirmou não realizar sexo oral nas parceiras com frequência, enquanto 78% deles recebe boquete quase sempre. Bem, dá para perceber o descompasso entre dar e receber. Com certeza esses cara também não sabem que chupar a parceira faz bem à saúde.

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E, considerando que sexo é uma troca, diria que esses homens não mereciam sentir esse prazer.

Ainda mais se pensar que a maioria dos homens não tem nem o cuidado de aparar os pentelhos – se esse for o seu caso, recomendo que ao menos passe a tesoura por ali, pois é muito desagradável enfiar o nariz em uma bola de pelos. E olha que as mulheres geralmente costumam ter muito mais cuidados de higiene íntima.

Muitos afirmaram que só fazem sexo oral por medo de serem considerados gays ou de serem traídos. Já aqueles que não fazem sexo oral, disseram ser, principalmente, por não gostarem do cheiro ou do gosto da vagina, porque ela é muito úmida ou tem muitos pelos. Alguns assumiram que são egoístas mesmo.

Bem, dá para perceber.

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E SE ELA CHEIRA MAL?

Algumas vaginas chegam a ser suculentas de tão estéticas – rosadas, lisinhas, com um gosto doce de lamber os beiços. Mas, realmente, nem todas são as mais cheirosas. Às vezes, na hora que a menina tira a calcinha, sobe mesmo um aroma de peixe de embrulhar estômago.

Se esse é o caso da sua parceira, vale a pena dar o toque para ela procurar um médico e descobrir se está tudo normal com ela. Fungos, bactérias e outros bichinhos adoram ambientes quentes e úmidos para se proliferar.

O sexo feminino é mesmo um local propício para o desenvolvimento de certos microrganismos, e alguns deles só se manifestam nas mulheres – por mais que homens possam transmitir.

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Mas se ela te faz lembrar a Cláudia Ohana quando abre as pernas, realmente seria o caso de lhe dar uma gilete de presente. Quer dizer, você pode ser mais sutil e pedir com jeitinho que a gata te faça um agrado – a famosa depilação total. Vai valer a experiência.

Agora, se a mulher está muito úmida, parabéns! Isso provavelmente significa que ela tem muito tesão em você e que você está fazendo seu trabalho direitinho. Deixe de frescura e continue a lamber o seu clitóris, que quanto mais molhada, mais prazer ela sente.

Apenas um terço das mulheres sentem orgasmo com penetração e 40% das brasileiras nunca gozaram durante o sexo. Ou seja: homens estão mandando muito mal.

Se você não quer que sua garota fique frustrada na cama contigo, melhor pôr essa língua para trabalhar.

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Fotos: Artistic Smut
Fonte: EL hombre/Lascivia

Amamos chupar nossas mulheres

Já há algum tempo saiu uma pesquisa revelando que 43% dos homens não fazem sexo oral em suas parceiras. Alguns dos motivos são cheiro e gosto ruins, quantidade de pelos, má aparência e medo de DST.Admito que o número me surpreendeu um pouco. Quase metado dos homens não são tão chegados a dar uma chupada na mulher. É muita coisa, não?Tudo bem, respeitamos quem não curte, mas ainda assim temos dificuldade em compreender essa realidade.

Sentir o gosto da parceira molhada e desejosa, explorando sua essência enquanto ela geme — quando não se aguenta, grita — de prazer e se agarra ao que estiver ao seu redor… quer maior deleite do que isso?

Sem mencionar o fato de que geralmente é no oral que a mulher experimenta as melhores sensações que o sexo pode lhe promover. Elas são loucas por uma chupada bem feita. Como bem escreveu Lasciva certa vez aqui no El Hombre: homem bom de cama faz sexo sem novinho.

Abramos aspas a ela:

“Imagina como as mulheres se sentem quando eles não fazem sexo oral? É frustrante. Se a autoestima da garota não é lá essas coisas, chega a bater a deprê quando vê que ele não quer nem experimentar o gostinho do seu sexo.”

Pois bem, senhores, para não decepcioná-la desse jeito, eis a recomendação de Lasciva:

“O homem bom de cama sabe disso e abocanha o seio da garota até fazê-la gemer. Então desce roçando os lábios sobre a sua barriga, alcança o seu clitóris e esfregar a barba no meio das pernas, sentindo prazer em sujar ali o rosto todo, e em vê-la se retorcer.”

Deu para compreender?

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Se você não curte dar uma lambida e não está afim de tentar curtir, sem problemas. Isso não faz de você gay, menos homem ou qualquer outra coisa que o valha. E, também, essa não é a única forma de dar prazer a uma garota, como falamos em “tudo o que você precisa saber para fazer uma mulher gozar”.

Mas, sem mencionar o fato de que a a prática faz bem à saúde, certamente está deixando de aproveitar um dos grandes prazeres da vida.

E por que é um dos grandes prazeres da vida? Ah, por vários motivos.

O Though Catalog coversou com uns caras para levantar alguns motivos — e não só faríamoscomo faremos das deles as nossas palavras.

Saca só:

1# Porque é tipo uma necessidade

Eu preciso da vagina da minha namorada como eu preciso de bacon, ovo e queijo quando estou de ressaca. Muitas mulheres ficam preocupadas sobre o gosto que têm, mas a maioria não deveria estar. A verdade é: se ele não achar que a sua buceta é deliciosa, ele não está tão na sua.

2# Porque é um tesão vê-las com muito prazer

Eu amo a maneira como minha namorada se contorce quando eu faço sexo oral nela. Ela não é muito vocal na cama, mas agarra o lençol, curva as costas e se contorce toda antes de gozar. Esses movimentos automáticos acionados por um prazer físico são as melhroes retribuições que um homem pode pedir.

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3# Porque elas ficam agradecidas

Depois do oral, minha namorada é sempre tão boazinha comigo – e não digo só porque ela retribui o favor sexual. Ela levanta da cama e me pergunta, sorrindo, se eu quero alguma coisa para comer, e ela subitamente se mostra disposta a assistir qualquer coisa que eu queira no Netflix. É incrível. Seu clitóris é tipo um botão “seja boazinha”.

4# Porque é um desafio

Chupar uma mulher é sempre um aprendizado. Você não pode contar com os mesmos truques para fazer o trabalho toda vez. Você tem que ler o seu corpo a cada contração e avaliar a situação em tempo real. Eu gosto do desafio. Eu sou tipo uma Wikipedia ambulante sobre a vagina da minha namorada, constantemente atualizando a seção como-fazê-la-chegar-lá e excluíndo todas as informações ruins.

5# Porque queremos sentir o gosto delas

A mulher que estou saindo tem um gosto diferente quase sempre que eu planto minha cara no meio de suas pernas, mas sempre é um aroma tipo de sobremesa. Quando quer que tenhamos plano para nos encontrar, eu me percebo fantasiando sobre o gosto doce de sua buceta. Um toque de biscoito de morango… sorvete de baunilha… mousse de chocolate…

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6# Porque ouvi-la gritar é foda

Eu chuparia minha namorada todos os dias da semana pelo resto de minha vida só para ouvi-lá gritar. Nós até recebemos uma reclamação de barulho de um vizinho do andar de baixo semana passada. Ela estava acabada. E eu estava radiante de orgulho.

7# Porque elas são lindas

Eu sou um cara visual, então aprecio cada chance de encarar os meandros da vagina da minha namorada. Eu amo inspecionar cara dobrinha de carne e sorver tudo.

E aí, faz sentido? Quais outros motivos lhes deixam malucos para sentir o elixir de uma mulher?

Fotos: El Hombre
Fonte: El Hombre/Thiago Sievers

Memórias de uma advogada 3

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No último capítulo  conheci muito de perto meu novo vizinho. Ele me ajudou com uma porta trancada e saciou o desejo curioso que me despertara desde que nos conhecemos. Eu deixei claro que sabia que ele era casado na sua saída, enquanto sua esposa surpreendentemente nos observava pela janela.
Depois do episódio no mínimo curioso, passei a observar atenta o jovem casal. Pareciam vívidos, felizes, joviais. E liberais, assim eu esperava. A esposa aparentava vinte e poucos anos bem vividos. Era morena, os cabelos ondulados, escuros e pesados, um molejo de quem conhece a vida.
Trocamos alguns sorrisos de cortesia que escondiam segredos que nossas bocas não contavam. E não contarão, ao menos não neste ponto.
Minha casa já estava satisfatoriamente organizada. Era hora de voltar a viver de verdade: livre como gosto de ser. Resolvi viajar para a casa de uma amiga em Floripa. Praias bonitas, corpos dispostos, festas permissivas: tudo o que eu mais gosto no mundo estaria lá.
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Ela me esperava com uma cerveja gelada.
“Vá se vestir, use aquela blusa de Capitu!”
Era uma camiseta com os dizeres “Olhos de cigana oblíqua e dissimulada.” Os meus olhos. Combinei-a com um saia curta, solta e confortável. Fomos a uma reunião no estúdio de tatuagens em que a minha amiga trabalhava.  Era um ambiente tão sensual que beirava o sombrio. Luz baixa, muitas referências de cinema e quadrinhos, desenhos criativos estampados nas paredes de uma sala minúscula… e pessoas. Muitas pessoas.
Uma moça no canto da sala, sentada no chão, com um corte de cabelo estiloso; alguns homens tatuados, com camisetas surradas e cabelos fora dos padrões. Atraentes, em geral. Sorriram-me e cumprimentaram-me. Abrimos a primeira cerveja. 8,9% de álcool: aquela noite não seria uma qualquer.
Alguém me passou um baseado de boas-vindas. Aquelas pessoas pareciam transcender a um nível que eu só alcançaria algumas horas depois. A conversa era solta e leve, ninguém parecia deixar de dizer o que lhe viesse a cabeça. Resolvi ir à janela acender um cigarro. Tragava enquanto ouvia o murmúrio sonoro das pessoas na sala, até sentir uma sombra alcançar o meu corpo. Era uma presença masculina. Os cabelos na altura da nuca, os olhos maliciosos e negros demais. Um corpo quase delicado.
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“É aqui a área da fumaça?”
Sorri de canto e traguei como resposta. Ele parou perto de mim – perto demais:
“Você tem um isqueiro?”
Em vez de responder, acendi o seu cigarro olhando-o nos olhos e cheguei ainda mais perto. Esperava que ele entendesse o recado. Conversamos qualquer coisa aleatória de que não me lembro mais, até que o ponto alto da noite chegasse.
Ele lançou o próprio corpo contra o meu, lento, mas com uma agressividade medida e pensada, e escorregou uma de suas mãos pelo meu corpo. Tocou meus seios enquanto me olhava com uma expressão dominadora – e enlouquecedora, a propósito. Homens que sabem molhar a calcinha de uma mulher sem usar a língua merecem um lugar especial no céu. Ou no inferno.
Passeou novamente pelo meu corpo, por debaixo da minha saia solta, sem desviar o olhar cafajeste por um minuto sequer. A porta aberta e a possibilidade de sermos flagrados me excitava. Beijei-o furtivamente, e, uma correção: aquilo não foi um beijo. Fui eu lambendo os lábios dele.
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Era mais animalesco que um beijo qualquer.
Ele usou a mão que não estava ocupada descobrindo minha calcinha pequena para empurrar o meu rosto, apertando meu queixo e interrompendo meu beijo lascivo. Não entendi muito, mas achava delicioso ser dominada por um quase desconhecido. Sem nenhuma palavra, puxou meus cabelos fazendo-me ajoelhar em sua frente – e neste ponto eu sequer pensava na porta aberta e nas pessoas na sala – e me fez engolir cada centímetro do seu pau. Não pediu licença para me fazer engolir sua porra. Não me deixou esquivar – embora eu não quisesse mesmo fazê-lo.
Eu ainda estava ajoelhada, estupefata e excitadíssima com tamanha ousadia, quando a moça de corte estiloso apareceu na porta e esboçou uma expressão safada e sem o menor resquício de espanto. Ele abotoou as próprias calças, olhou-a e sorriu, cúmplice. Voltamos para a sala e nos sentamos juntos, muito perto da moça. Entre um gole e outro, ela nos olhava mais do que todos os outros.
A noite só estava começando.
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Fotos: Artistic Smut
Fonte: Diário do Centro do mundo – DCM/Anônima

Memórias de uma advogada 1

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A partir de hoje, ANÔNIMA escreve um folhetim para o DCM. ANÔNIMA é advogada e escritora, uma colunista de sucesso na internet brasileira. Está próxima dos 30 anos. A intenção é publicar um novo capítulo a cada semana. Os textos não são recomendáveis para menores de 18 anos.

Capítulo 1: Duas amigas

Éramos amigas. Eu sempre preferi amigas como ela: menos fotos no espelho e declarações baratas e mais fumaça, gargalhadas e maledicências.

Nosso assunto preferido eram os paus alheios. Ela, particularmente, conhecia mais do que eu. E os que a gente não conhecia viravam o centro da nossa especulação barata. Falávamos do tamanho, do diâmetro, da potência (ou falta de). Eu me sentia privilegiada por falar de paus em vez de sapatos.

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O álcool sempre nos deixava a vontade – não que não pudéssemos falar dos paus alheios quando sóbrias, mas fazê-lo depois de uns bons drinks era infinitamente mais divertido.

Ela tem o tipo de naturalidade que te prende o olhar por horas, juro. Uma cintura marcada seguida de uns pneuzinhos que – pela quantidade de cerveja que ingere – ela não poderia deixar de ter. As pernas separadas, finas e bem torneadas, o joelho ossudo e charmoso, e o olhar. Ah, o olhar! Apesar disso, eu nunca cultivei – ao menos não conscientemente – um tesão genuíno por ela. Era, afinal, apenas a amiga com quem eu podia falar de paus sem ser surpreendida por olhares de espanto e hipocrisia.

Mas naquele dia o vinho estava mais forte. O chá era dos bons, o incenso, o blues, a meia luz.. Naquele dia falamos dos melhores paus. E descobrimos um assunto melhor, depois.

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- Você já ficou com a Ana, né?
- Já, uma vez. O pau dela é dos grandes. – referia-se, provavelmente, à qualidade sexual da moça. Caímos na gargalhada pela centésima vez.
- E você, Nath? Já ficou com uma mulher?
- Fiquei, mas não cheguei a ver o pau. Era moça de família. – A coerência do nosso papo era proporcional ao teor de álcool e de erva.
- Cê curtiu?
- Pra caralho.

Ela chegou mais perto. Era menos agressivo que o “chegar mais perto” de um homem. Era despido de necessidade de auto-afirmação e transbordava a mais pura curiosidade e vontade. A língua era quente e o beijo era calmo, sem pressa; era o beijo o personagem principal. Não era figurante de uma transa posterior, quando tantas vezes acontecera comigo. O percorrer daquelas mãos no meu corpo tinha a mesma naturalidade da cintura dela. Os seios, pequenos, cabiam na palma da mão. A gente transpirava álcool e um desejo que não podia mais esperar. O beijo calmo foi incorporando um tesão avassalador – só tesão, não pressa – e as mãos ficaram mais ligeiras, espertas, eficientes. As quatro. As preliminares duraram o tempo necessário. Descobri aqueles seios com a língua, e a buceta não totalmente depilada, e incrivelmente molhada.

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Prestes a explodir de tesão, fui presenteada com aquela língua no meu clitoris – ela sabia exatamente o que fazer. Gozamos, desfrutando como havia de ser. Sem esperar o depois, porque o agora valia a pena como nunca antes.

Nós nos descobrimos e descobrimos o quanto queríamos isso. Ela sorriu e, ainda bêbadas, gargalhamos pela centésima primeira vez. Ainda havia paus a serem descritos e garrafas a serem abertas.

Fotos: Desires of a Bi-Sexual Women
Fonte: Diário do Centro do Mundo-DCM/Anônima

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