Google Glass tem aplicativo voltado para sexo

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Não é pornografia, é tecnologia. Um desenvolvedor de software anunciou ter concluído o primeiro aplicativo do Google Glass projetado para o sexo. Mas ele reitera: não se trata de um app para pornografia – algo vetado pelo Google – mas para sexo. Segundo ele, o aplicativo permite que os parceiros possam compartilhar o seu ponto de vista com o outro para “experimentar o sexo como nunca antes”.

A ideia é que ambas as partes usem o óculos de realidade aumentada do Google durante o encontro.

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O aplicativo instalado no gadget pode, então, ativar o streaming de vídeo do que cada um está vendo, dando aos parceiros os dois pontos de vista do ato: o seu e o do companheiro. O aplicativo ainda permite que os usuários possam controlar outras variáveis do ambiente, como escurecer luzes da sala, tocar músicas ou ainda sugerir novas posições sexuais utilizando comandos de voz, como “Ok, Glass, me dê ideias”.

a2O desenvolvedor também está trabalhando em um aplicativo para iPhone chamado Glance, que permitirá aos usuários mudar o ponto de vista para a câmera do smartphone para ver o “quadro completo”. Após o encontro, o aplicativo, chamado “Sex With Glass”, criará automaticamente um vídeo das filmagens em todos os três dispositivos para que os usuários possam visualizar mais tarde. Mas não muito mais tarde: o vídeo é excluído automaticamente após 5 horas.

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O aplicativo para o Google Glass, que ainda nem está disponível para compra (estima-se que deva chegar ainda este ano ao mercado), deve custar por volta de US$ 1.500, sendo que cada usuário deve ter um óculos com o app instalado – o que pode tornar o interesse pelo programa limitado. Além disso, há preocupações com privacidade.

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Em testes de usuários, o Google Glass mostrou ser passivo de envio acidental de fotos e vídeos capturados para as redes sociais. Com o recurso de gravar – e editar automaticamente – as cenas de sexo, o gadget pode se tornar um alvo prioritário de ataques de hackers. Ainda não se sabe, também, que postura a gigante do Vale do Silício pode tomar contra o aplicativo. A empresa pode vir a vetar o “Sex With Glass” como fez com o “Mamas & Glass” – este sim, voltado à pornografia, e que acabou vetado.

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O Google chegou a atualizar sua política de conteúdo para o Glass, agora incluindo a disposição “Nós não permitimos conteúdo que contenha nudez, atos sexuais ou material sexualmente explícito”. Apesar disso, o desenvolvedor se mostra otimista com a liberação do seu aplicativo. “Nós projetamos o aplicativo para ser bonito, minimalista e sem falhas”, diz Sherif Maktabi, um dos três designers envolvidos no projeto. “Nada disso é sexualmente explícito ou pornográfico. O aplicativo para iPhone não terá as palavras “sexo” ou “Google”. Representantes do Google não quiseram comentar sobre o aplicativo.

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Fotos: Emporio Foto/Luce Dell’anima/Lexi’s poisons/La Dama Nera
Fonte: Jornal GGN/Mashable.com

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iPhone vira câmera térmica

Um dispositivo disponível para iPhones transforma o smartphone em uma câmera térmica, identificando fontes de calor na imagem. A tecnologia, a mesma usada em equipamentos militares, deve chegar ao mercado apenas no final deste ano, mas foi oficialmente apresentada na CES (Consumer Eletronic Show) 2014, que acontece até o final da semana em Las Vegas, nos Estados Unidos. O Flir é compatível com o iPhone 5 e 5S e vai custar por volta de US$ 350.

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O dispositivo possui uma bateria interna que alimenta o par de câmeras por até duas horas, e também pode ser usado para carregar o próprio telefone. O dispositivo usa duas câmeras. Enquanto uma é responsável pela geração da imagem térmica real, a outra é uma lente de câmera padrão que o aplicativo do dispositivo usa para gerar uma sobreposição entre as imagens, tornando mais fácil reconhecer rostos humanos, objetos e até mesmo textos na imagem térmica.

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A geração da imagem com as fontes de calor, com as cores de acordo com a temperatura, acontece em tempo real. Basta apontar o celular para o ambiente para visualizar as fontes de calor no ambiente. A empresa já trabalha para lançar, em breve, a versão Android do dispositivo.

Fotos e fonte: Jornal GGN/Gizmodo

Colaboração de Renato F. Lima/Jornal GGN

Algumas observações:

1 – a FLIR é uma das mais respeitadas empresas de câmeras termicas.

2 – Uma entrada no site da FLIR (  http://www1.flircs.com/flirone/explore/  ) poderá dar um vislumbre das infinitas aplicações deste “brinquedo”.

3 – Uma câmera termográfica profissional passa fácil dos R$ 20.000.

4 – Algumas aplicações:

- ao andar em locais escuros, perceber a presença de pessoas e animais a longa distância;

- identificar pontos de falha de isolamento térmico em fornos e estufas;

- identificar problemas com portas de geladeiras, permitindo localizar pontos com fuga de frio, sem usar o truque do papel;

- identificar pontos de umidade em paredes, forros e pisos;

- identificar pontos quentes em pessoas e animais, permitindo a localização preliminar de inflamações;

- acompanhar a temperatura de crianças e pessoas dormindo, sem contato físico;

- identificar pontos quentes em instalações elétricas (por exemplo, uma tomada com mau contato, prestes a pegar fogo);

- identificar mancais e peças com defeito em motores e máquinas;

- para quem faz trilha de jeep ou a pé, ajuda a achar o caminho com neblina;

- etc, etc, etc, etc.

5 – A limitações mais sérias são a escala só até 100ºC e ainda só ter versão para iPhone 5, problemas que devem ser resolvidos logo.

Florianópolis é destaque em tecnologia

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Florianópolis é um dos mais destacados polos nacionais de tecnologia. São cerca de 600 empresas que faturam anualmente em torno de R$ 1 bilhão, num cenário que cresce em torno de 20% ao ano. Isso dá ao setor de TI um peso muito grande na economia da cidade. O faturamento é superior ao do setor de turismo, segundo o coordenador da Endeavor em Santa Catarina, Marcos Mueller.

Uma pesquisa realizada pela Endeavor com base em um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre empreendedorismo no país, apresenta a capital catarinense como a cidade com maior percentual de empregados em empresas de alto crescimento. As chamadas EACs são aquelas que tem crescimento médio dos empregos de ao menos 20% ao ano, por um período de três anos, e têm pelo menos 10 empregados no ano inicial de observação. Em termos gerais, o setor que mais apresenta este perfil de empresas no país é o de tecnologia. Tal conceito foi elaborado pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE)

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Segundo a pesquisa, Florianópolis conta com 22,1% da sua força de trabalho (o equivalente a 19,3 mil pessoas) trabalhando neste perfil de organização. Em São Paulo, o percentual é de 17,6% e no Rio 15,2%. As empresas de alto crescimento em Florianópolis, grande parte delas em setores como o da tecnologia da informação, são responsáveis por 57,3% dos novos empregos gerados no município entre 2008 e 2011, mesmo representando apenas 7,2% do total de empresas da capital.

Entre os fatores que influenciam esse desempenho, Marcos destaca a criação de determinado produto ou serviço que se encaixe com a necessidade do mercado. “As pessoas por trás do negócio, gestão, time, inovação agregada são também todos fatores que afetam diretamente o desempenho de uma empresa”, relata.

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Case de sucesso

Fundada em 2004 pelos sócios Adriano Naspolini, Bernardo de Castro e Gustavo Raposo, a Arvus fabrica tecnologias de eletrônica embarcada e softwares para agricultura de precisão, aplicadas em diversas máquinas agrícolas, facilitando a gestão de plantio e manejo de lavouras. A empresa é um exemplo dos números apresentados pela pesquisa.

Até 2006, os proprietários investiram todos os esforços apenas no desenvolvimento dos produtos, iniciando as vendas em 2007. A empresa, que começou com os três sócios, registrou um alto crescimento e, atualmente, conta com 85 funcionários.

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De acordo com Gustavo, a escolha pelo ramo agrícola foi em virtude da oportunidade de mercado observada pelos sócios. Segundo ele, na época os equipamentos agrícolas eram importados e havia uma grande demanda por máquinas nacionais.

“Fomos pioneiros no país no desenvolvimento de um portfólio completo para agricultura de precisão, e por sermos os desenvolvedores, oferecemos produtos de alta tecnologia que se adaptam ao ambiente brasileiro”, comenta Bernardo.

Com uma linha de soluções que integra pilotos automáticos, controladores de fertilização e pulverização, monitores de plantio, entre outras tecnologias, o próximo passo da empresa de Florianópolis é a expansão no exterior. “Temos projetos para fortalecimento da presença nos setores de grãos e sucroalcooleiro, além consolidação florestal, mas já estamos buscando iniciativas para a internacionalização”, explica Gustavo. Além disso, para 2014, o empresário ressalta que irão investir em uma nova plataforma de produto.

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Mais sobre o estudo

A terceira edição do estudo Estatísticas de Empreendedorismo foi realizada em sete capitais e entre os principais dados, destaca que apenas 1,5% do total de empresas empregadoras no Brasil foi responsável por aproximadamente 50% do total de postos de trabalho gerados entre 2008 e 2011, o que equivale a quase 2,8 milhões de novos empregos.

De acordo com Marcos Mueller, esta nova edição do estudo é mais um instrumento para a análise das características do empreendedorismo de alto impacto na economia brasileira, além de reunir informações essenciais para a elaboração e condução de políticas públicas para fomento a empresas de alto crescimento. “As empresas de alto impacto, ou seja, aquelas que geram empregos e renda a uma taxa acima da média são verdadeiras protagonistas do desenvolvimento econômico local e nacional, por isso precisamos conhecer suas características e o cenário onde atuam”, finaliza.

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Fotos:olhares.uol.com.br/www.falaturista.com.br/viagensevivencias.blogspot.com/www.tripadvisor.com.br
Fonte: www.noticenter.com.br

Privacidade na sua internet

cryptoparty A primeira edição da CryptoParty São Paulo ocorrerá no último sábado deste mês, dia 30 de novembro, das 9h30 às 19 horas. A CryptoParty (ou CriptoFesta) é um evento gratuito e aberto ao público para aprender como usar ferramentas básicas de criptografia para dar maior segurança à sua comunicação. O objetivo dos organizadores é incentivar a criação e disseminação de uma cultura de defesa da privacidade entre as pessoas que utilizam a Internet.

Os participantes poderão, em um formato (meio) descontraído, assistir palestras sobre segurança da informação e privacidade, discutir o tema e também conhecer as ferramentas de proteção contra a vigilância praticada por empresas e governos.

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A cada nova revelação do WikiLeaks e de Edward Snowden ficamos apavorados e preocupados com a ameaça do controle e da vigilância. Então é necessário não só lutar politicamente contra novas leis e práticas de vigilância, mas também torná-la tecnicamente impossível. “O universo acredita na criptografia”, escreveu Julian Assange, fundador do Wikileaks, da embaixada do Equador em Londres, uma vez que “é mais fácil criptografar informações do que descriptografá-las”[ Julian Assange, Cypherpunks: Liberdade e o Futuro da Internet]. Se a política falhar (e não estamos num momento muito otimista), a criptografia poderá ser a nossa última esperança contra o domínio das grandes empresas e governos.

A CryptoParty é uma iniciativa global[cryptoparty.in] e descentralizada para apresentar softwares de criptografia e explicar seus conceitos para o público em geral. Portanto, não é necessário conhecimento prévio sobre o assunto para participar. A CryptoParty São Paulo está sendo organizada, desde o início de outubro, pela Actantes, entidade de defesa da privacidade e liberdade na rede [actantes.org.br / actantes.inf.br], pelo Grupo de Trabalho “Segurança e Privacidade” da rede social livre Saravea[GT Segurança e Privacidade e CryptoParty - necessitamos de colaboração em diversos subgrupos de trabalho!] e por colaboradores individuais.

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A programação do dia começará às 9h30 e terminará às 19h e contará com a realização de oficinas (tutoriais), mesas de debate e desconferências (palestras relâmpago). O anonimato da rede Tor[torproject.org], chave pública de criptografia [ GPG - https://pt.wikipedia.org/wiki/GNU_Privacy_Guard] e Off The Record [ OTR - https://en.wikipedia.org/wiki/Off-the-Record_Messaging] são algumas das ferramentas a serem apresentadas e discutidas durante a festa.

No final da tarde, às 17h, o criptógrafo e professor da UnB, Pedro Rezende fará uma palestra mostrando os riscos da biometria para as sociedades democráticas. Falará também da urna eletrônica brasileira, desmistificando o discurso de segurança impecável e mostrando seus pontos obscuros e falhas.

Além disso, durante o dia inteiro teremos um Install Fest (festival de instalação) do sistema operacional GNU/Linux Debian [Debian - http://debian.org/]. A CryptoParty adota o software livre como marco zero na discussão de segurança. Nós não confiamos em softwares proprietários, isto é, em programas que não nós permitem observar, auditar, modificar e compartilhar o código fonte [Essas são basicamente as 4 liberdades definidas no Projeto GNU que definem um software livre].

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A programação completa pode ser vista no site [https://cryptoparty.inf.br/#programacao] ou através do hidden service do Tor [http://7rpom2smywmsynlu.onion]. Pedimos para todos os participantes que leiam antes a seção “dúvidas e perguntas mais frequentes”(FAQ) da CryptoParty [https://cryptoparty.inf.br/#faq].

Fotos: Chuchotements et Plaisir des yeux
Fonte: midiaindependente.org/pt/blue/

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