A arte de decifrar senhas da internet

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Na internet, a cor mais popular é o azul – ao menos quando se trata de escolher senhas.

Uma das teorias para explicar isso é a de que muitos dos websites mais populares da rede (como Facebook, Twitter e Google) usam a cor azul em seus logotipos. Isso influenciaria, de forma subliminar, as escolhas dos internautas na hora de criar senhas quando se registram nos sites.

Essa é apenas uma entre várias peculiaridades identificadas por estudos sobre o comportamento humano no que diz respeito à escolha de senhas.

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Alguns, por exemplo, concluíram que mulheres ruivas tendem a escolher as melhores senhas e homens que usam barba ou são descuidados com o cabelo, as piores.

Mulheres optam por senhas longas, enquanto os homens apostam na diversidade.

Essas informações vieram à tona por causa do vasto número de senhas que está sendo roubado de websites e de outras empresas.

Em casos recentes, nomes de usuários e senhas foram surrupiados do site de softwares Adobe, do Linkedin e do site de jogos RockYou.

E qual foi a conclusão número 1 dos especialistas que analisaram esse material? Precisamos ser mais espertos e menos previsíveis na hora de criar nossas senhas.

Conexões Pessoais

Uma boa senha seria uma frase ou combinação de letras com pouca ou nenhuma conexão com a pessoa que a escolheu, aconselha o pesquisador de segurança cibernética Per Thorsheim.

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Aniversários, data do casamento, nomes dos irmãos ou dos filhos, dos bichos de estimação, número da casa, da rua onde mora ou do pop star favorito não são recomendados, diz ele.

No entanto, quando pesquisadores pediram a participantes de um estudo que escolhessem senhas de quatro dígitos, os números escolhidos foram reveladores.

Uma das primeiras descobertas foi de que as pessoas tendem a gravitar em torno de um pequeno número de opções. Em alguns casos, 80% das escolhas vêm de apenas 100 números diferentes.

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A constatação desse aspecto íntimo e pessoal na escolha das senhas possibilitou aos especialistas entender como funciona a atividade dos hackers, como são chamados os piratas cibernéticos.

Força Bruta

“Agora, a força bruta é a última tática a que recorreríamos”, diz Per Thorsheim.

Força bruta é como especialistas de tecnologia como Thorsheim chamam a técnica de concentrar toda a energia de um computador na tarefa de “quebrar” senhas.

O último recurso é o que especialistas como Per Thorsheim chamam de “Força Bruta”. Todo o poder de um computador é concentrado na tarefa de “quebrar” senhas. Ataques como esses começariam pela letra “a” e depois passariam por todas as combinações possíveis de números e letras até chegar a “zzzzzzzz”.

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A segurança de uma senha dependia de tornar impossível, a um computador, testar bilhões de combinações de senhas em um período razoável de tempo. Uma fórmula matemática (o tempo multiplicado pela quantidade de tentativas) derrotava os hackers.

“Porém” – explica outro pesquisador, Yiannis Chrysanthou, da empresa de segurança KPMG – “não é mais uma questão de matemática porque as pessoas selecionam suas próprias senhas.”

Muitos especialistas trabalhando nesse setor estão tentando melhorar seus métodos de decifrar senhas para poder orientar clientes na escolha de senhas mais seguras.

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Eles também tentam desvendar senhas de listas roubadas para ter uma ideia melhor sobre o que as pessoas estão escolhendo. Nessas situações, com frequência, o que está sendo desvendado é uma sequência de letras conhecidas como um “hash”.

Essas sequências com números fixos de caracteres não podem ser invertidas para revelar que caracteres lhes deram origem. Entretanto, como algoritmos que geram “hashs” obedecem a um conjunto de regras definidas, o número “123456″ vai gerar sempre a mesma (aparentemente aleatória) sequência de letras. Por exemplo, no sistema MD5 de geração de hashs?, a sequência de números “123456″ sempre produz “e10adc3949ba59abbe56e057f20f883e”.

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Se você gerar hashes para todas as palavras de uma longa lista que estejam relacionadas de alguma forma a um único alvo, aumentam as chances de você adivinhar a senha desse alvo, disse Chrysanthou – que desenvolveu novas regras para se desvendar senhas enquanto estudava no Royal Holloway, University of London, em Londres.

Ataques direcionados a um alvo tendem a rastrear a mídia social à procura de palavras, nomes e datas importantes para a vítima. Saber os nomes dos filhos, dos bichos de estimação, dos pais ou da rua onde ela mora pode ajudar alguém a adivinhar sua senha rapidamente.

Os “malvados” tentam adivinhar senhas – disse o pesquisador de segurança cibernética Bruce Marshall – porque eles sabem de uma outra verdade sobre nós, seres humanos: somos preguiçosos.

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Por conta disso, há grandes chances (segundo alguns estudos, 70%) de que uma senha associada a um endereço de e-mail ou um site seja usada também para acesso a outros serviços online.

Muitos ladrões roubam listas de senhas de sites pequenos e depois testam essas senhas em outros sites para ver se funcionam.

Conclusão final: se você quiser escolher uma senha mais segura, não use combinações simples de palavras e números, escolha palavras que são apenas levemente associadas a você e não use a senha que você utiliza para transações bancárias online em nenhum outro site.

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Experimento: Decifrando Senhas

Fiz uma experiência para saber quão fácil é decifrar a senha de alguém.

Armado com uma lista de hashes, senhas tiradas de um entre os vários sites onde listas de senhas roubadas são publicadas diariamente, procurei um software que me ajudasse a desvendá-las.

Optei por dois dos mais conhecidos, Hashcat e John The Ripper. Baixei minhas hashes, selecionei minhas listas de palavras, apliquei minhas regras e deixei os programas fazerem sua parte.

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Pouco tempo depois, eu já tinha uma lista de senhas desvendadas – não todas.

As palavras e frases que emergiram primeiro eram incrivelmente familiares. Não me surpreende nem um pouco que as contas das pessoas na internet sejam hackeadas com tanta regularidade se elas escolhem senhas como “aaa123″.

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Fotos: Luna Nera/Brunes, Blondes, Rousses
Fonte: BBC Brasil

O que se vende no Brasil

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1 – venda de virgindade de filha menor:

http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/policia-busca-mae-que-vendeu-virgindade-da-filha-por-r-50-no-rio-29112013

2 – venda de bebês:

http://www.correiodecorumba.com.br/?s=noticia&id=12590

3 – venda de ossos humanos:

http://odia.ig.com.br/noticia/brasil/2013-09-05/irmao-sao-presos-comercializando-ossos-humanos-no-parana.html

4 – venda de carteira de habilitação (carteira de motorista. Esta venda seria “pouco convencional?”):

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/11/29/interna_gerais,474769/policial-civil-e-tecnico-do-detran-sao-presos-em-operacao-para-coibir-venda-de-cnh-em-mg.shtml

5 – “venda” de vagas no senado federal:

Diz a boca pequena que basta pegar um bom de voto, já adoentado (em Minas, recentemente, pelo menos dois), e financia-se a campanha eleitoral dele, ficando o financiador como suplente. Em seguida o financiador assume a vaga, em face da morte do titular. Nem precisa ser por doença: houve relato de casos de negociações outras, para o suplente poder assumir por algum tempo no lugar do titular. Suplente, todo mundo sabe, não tem sequer UM voto popular:

http://revistaforum.com.br/blog/2013/07/quando-a-voz-das-ruas-nao-e-ouvida/

6 – venda de concessões de rádios, tvs, etc. Ou venda de ampliação da área de atuação da rádio, TV, etc. Nesses casos, os silêncios das autoridades é retumbante.

7 – vendas de sentenças:

http://atarde.uol.com.br/politica/materias/1548793-stj-investiga-vendas-de-sentencas-no-judiciario-baiano

8 – venda dos desenhos de teus dedos:

http://g1.globo.com/politica/noticia/2013/08/tse-firma-acordo-para-repassar-dados-de-eleitores-serasa.html

9 – venda de órgãos para transplantes:

http://noticias.r7.com/saude/noticias/venda-de-orgaos-na-internet-desespera-pacientes-na-fila-de-transplante-20120522.html

10 – venda de descontos no ISS e regularização de construção:

http://noticias.terra.com.br/brasil/cidades/sp-ex-mulher-de-auditor-diz-que-fraude-do-iss-ocorre-ha-14-anos,6e7470443fd92410VgnVCM3000009af154d0RCRD.html

11 – venda de cocaína transportada em helicóptero de deputado, filho de senador:

Sei pouco a respeito disto: perguntem aos Perrellas e aos senadores, cuja CMA já foi atrás de Ideli Salvati por causa de uso indevido de helicóptero, este porém, da Polícia Rodoviária:

http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2013/11/19/cma-pede-explicacoes-a-ideli-sobre-uso-de-helicoptero-da-policia-rodoviaria

 

Fonte: Jornal GGN/antonio francisco

 

Conserto na porrada no Xbox One

Alguns jogadores que compraram o Xbox One, da Microsoft, e receberam um console com falhas no leitor de Blu-ray descobriram nos últimos dias que, para consertar o aparelho, basta dar nele algumas porradas.

No vídeo abaixo, o usuário Davis Dupuis demonstra que isso não é apenas zoeira, trollagem da internet. Acontece que o problema parece estar numa engrenagem solta dentro do console, que faz com que ele emita um barulho terrível e o impede de rodar CDs de jogos.

E isso pode ser resolvido com umas pancadas na parte de baixo do videogame.

 

 

Atenção: esmurrar um dispositivo eletrônico é uma forma bem pouco ortodoxa de resolver um problema como esses.

Mas se, mesmo assim, você for tentar isso em casa, não esqueça de tirar o Xbox One da tomada, virá-lo de cabeça para baixo e posicioná-lo numa superfície macia —você não vai querer danificar o seu console novinho de última geração. Pelo menos eu acho que não. 

De qualquer forma, a Microsoft já se pronunciou sobre o problema. Segundo ela, a falha atinge uma porção muito pequena dos Xbox One vendidos. Fora do Brasil, além de trocar o console novo dos clientes azarados, a empresa se comprometeu a recompensá-los com um jogo gratuito.

Procurei a assessoria da Microsoft para saber se os brasileiros que enfrentaram problemas com o Xbox One também receberiam um game gratuito. Eles me prometeram um retorno assim que tivessem essas informações. Atualizo o texto assim que possível.

Se você se arriscar com esse método e tiver sucesso —ou conhecer alguém que tenha resolvido o problema dessa forma— conte nos comentários aí embaixo.

Fonte: Jornal GGN

Carro ou bicicleta? Pode escolher

 

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No continente europeu, a venda de carros não avança mais a toda velocidade como no século XX – na verdade, a curva de vendas vem diminuindo desde a década passada. Os habitantes do Velho Continentes estão deixando de comprar veículos de 4 rodas para investir em bicicletas.

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Este ano, 10 países da União Europeia venderam mais bikes do que carros, uma lista que vai desde países com estímulo intenso ao transporte de duas rodas, como Holanda e Dinamarca, inclui a Alemanha, sede de empresas como Volkswagen e Mercedes-Benz, e também abarca países com muitas ladeiras, mas também em crise financeira, como Portugal e Grécia.

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A maior diferença entre venda de carros e bicicletas é do Reino Unido, que em 2011 vendeu 3,58 bilhões de bicicletas, enquanto a indústria automobilística colocou 2,24 bilhões de carros novos nas ruas, de acordo com infográficos divulgados pelo jornalThe Guardian.

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A queda nas vendas, ainda que não seja tanta novidade assim, ainda causam surpresa, especialmente em países carrocêntricos como o Brasil. Todavia, os dados apontam uma tendência mundial de abandono de uso de carros em trajetos urbanos em busca de outros meios de transporte. Entre as vantagens da bicicleta estão a facilidade de armazenamento, baixo preço, maior contato com o ambiente e com outras pessoas ao mesmo tempo que é um meio de transporte individual, além de ser um exercício físico de baixo impacto (se não houverem ladeiras).

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Cada vez mais prefeituras optam por oferecer sistemas de compartilhamento de bicicletas pelo mundo, como o Bike Sampa e Bike Rio aqui no Brasil, a Barclays Cycle Hire em Londres, Velib em Paris e o recente Citi Bike em Nova Iorque.

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Somando às ciclovias espalhadas pelos grandes centros urbanos europeus, estão à disposição das pessoas atualmente 70 mil km de ciclovias intermunicipais estimulam o turismo ciclístico pela Europa. É possível ir da ponta da Itália até o norte da Noruega pedalando por faixas exclusivas para ciclistas, que passam por florestas, margeiam lagos e cortam cidades agrárias no interior do continente. O futuro é sobre duas rodas.

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Fotos: Luce dell’anima, Dama Nera e Emporio Foto
Fonte: Programa Da Vinci

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