Atitudes que as mulheres odeiam no sexo

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A fim de evitar o sexo meia boca – só orgasmos múltiplos nos interessam – listei 14 atitudes masculinas com que as mulheres estão cansadas de ter que lidar e que fariam do mundo um lugar mais feliz caso desaparecessem da face da Terra. Leia e lime esses comportamentos empata-fodas da sua vida:

O queima largada
Mal tirou a roupa e o cara já quer partir pra meteção. Calma amigo, cê tem uma gata aí do seu lado: curta o momento! Essa é a hora de apertar, beijar, passar a mão, apertar mais forte, lamber, chupar, cuspir, morder, usar, suar… Fazer tudo o que for consentido, mas nada de pular as preliminares!

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O fixação anal
Aquele cara que que comer seu cu toda hora e, mesmo você já tendo dito claramente o “hoje não, Faro!”, ele não pára de tentar enfiar o dedo lá atrás. Amigo, não é NÃO! E não vai ser na base de tentativas com ~dedadas que você vai atingir sua meta. Aceite que dói menos e vá se divertir com os outros brinquedos do parquinho.

O britadeira man
Aquele cara que acha o seu lugar, a sua posição perfeita e fica lá: p r a s e m p r e. Ele liga o botão britadeira e permanece na mesma função frenética até gozar sem dar a mínima pra saber se a mina tá curtindo ou não. Coelhinho da Duracell, apenas pare!

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O wannabe porn star
Aquele cara que quer botar em prática todos os seus anos de experiência no xvideos e só falta vir com um anão a tira colo pra completar suas pretensões orgísticas. Calma amigo, menos pornohub e mais Erica Lust.

O não-chupador
Não passará! Calcinhas no chão merecem um oral – e bem feito! Nada daquela passadela de língua de 5 minutos. Tem que chupar gostoso sim! Dê atenção a essa parte tão importante e tão renegada às mulheres. Quer um incentivo? Um oral bem feito sempre volta pra você!

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O mãozinha
Aquele cara que vem com uma mãozinha adicional que fica empurrando sua cabeça pra baixo enquanto vc tá lá no blow job. Não me entenda mal, tem aquela mãzinha de incentivo do tipo “isso aí garota, você tá fazendo certo! continue assim”, mas o foda é quando o cara perde a mão (com o perdão do trocadilho) e a mãozinha de incentivo torna-se a mãozinho adicional, que se você não tomar cuidado pode até te fazer engasgar numa tentativa frustrada de garganta profunda desavisada.

O rapidinho egoísta
O cara que dura 5 minutos, cai pro lado, vira peso morto e nem se dá ao trabalho de fazer a mina gozar também. Quer tipinho mais egoísta? Nesse caso o problema tem raízes profundas: certeza que também não dividia passatempo na hora do lanche!

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O deselegante
Aquele cara que não avisa quando vai gozar.

O esquecido
Nós, mulheres, somos portadoras do clitóris: um botãzinho mágico capaz de provocar imenso prazer quando manuseado da maneira correta. E parece que alguns caras simplesmente se esquecem dessa arma secreta!

O boneca inflável friendly
Aquele cara que acha que seu peito é de borracha, pega e aperta forte, manuseia de qualquer jeito ou concentra todos os seus esforços somente nos mamilos. Meninos, tem ir com calma e fazer carinho com o mesmo jeitinho que vocês gostariam que fizessem nas suas bolas e não numa boneca inflável.

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O mudinho
Aquele que, durante o ato, mal aparenta mudanças no rítimo de sua respiração, mal geme e às vezes você nem nota que ele gozou. Parece que você tá transando com a Kirsten Stwart. Ninguém aqui tá pedindo pra você chegar fluenteno dirty talk, mas mostrar um pouco de atitude é fundamental.

O cascão
Aquele sem noção que aparece com o pau claramente mal lavado, com resquícios de xixi, cheirando a toalha suja ou cueca usada. Não dá, né?

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O hematofóbico
Aquele cara que recusa uma foda porque você tá menstruada. Só lamento por esse tipo já que, nesses casos, nada que toalhas extras não resolvam o problema. Bônus point: há mulheres que ficam com muito mais tesão nesse período. Acho que chegou o momento de você rever suas atitudes, caro hematofóbio.

O surdinho
Aquele cara que finge que não escutou quando você pediu pra ele colocar a camisinha. Ou que tenta te convencer a fazer sem porque ~com a borracha não dá pra sentir nada. “Só a cabecinha” é o caralho: encapa o menino aí!

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Fotos: La Vetrina Di Eros in Bacheca
Fonte: Diario do Centro do mundo/ Laís Montagnana

Nada pior que chorar por um homem no ombro de outro

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“Pedro? Carol. Pode falar?”

Como se ele não pudesse falar com Carol. Pedro sempre pudera. Jamais deixara de atendê-la, mesmo quando não deveria.

“Claro, claro.”

“Olha. Eu tinha decidido não ligar mais para você. Terminamos e pronto. Mas. Sei lá. Fiquei chateada com o que você escreveu sobre mim. Tinha que falar com você.”

Pedro parou para pensar. Que se lembrasse, só escrevera coisas doces sobre Carol. Mesmo quando ela decidira ficar com o marido banqueiro e deixá-lo Pedro, pelo menos assim pensava ele, fora doce. Apoiara a decisão dela.

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Ou não?

Sim, fora doce, agora tinha certeza. Poderia ter dito que ela era calculista. Que colocava o dinheiro do marido banqueiro antes do amor. Mas não. Aceitara a escolha dela, e no conto em que narrara a despedida sublinhara a beleza, a inteligência e a classe natural de Carol.

“Que eu escrevi, Carol?”

Pedro sabia que a possibilidade de desagradar alguém ao escrever era muito maior que a de agradar. Mas não havia nada que pudesse fazer em relação a essa maldição dos escritores.

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“Você me tratou como uma mulher frívola, fútil. Como, como, como. Como uma simples mulher de banqueiro. Como se eu tivesse me casado com ele por interesse. Como se eu fosse uma vulgar alpinista social. Foi vingança, não foi, Pedro? Você me descreveu daquele jeito para se vingar de mim. Olha. Eu nem deveria ter ligado para que você não soubesse que me magoou tanto. Mas meus dedos discaram seu número sem que eu conseguisse detê-los.”

Pedro desligou o aparelho de som em que ouvia Seems Like Old Times. Parece como nos bons tempos. Era uma de suas músicas favoritas, e era em Carol que estava pensando enquanto escutava Seems Like Old Times. Não imaginava que ela fosse telefonar para ele, e várias vezes se controlara para não ligar para ela. Era um acerto entre os dois. O marido poderia ficar desconfiado. Era ela quem lhe telefonava. Ele não rompeu a regra mesmo depois de separados por uma espécie de respeito póstumo. Ao mesmo tempo em que desligou o aparelho, riu. Sua intenção fora escrever um tributo de amor, não uma vingança.

“Pedro. Sempre achei você melhor falando do que escrevendo”, Carol disse. “Outras mulheres podem achar o contrário, mas meu Pedro sempre foi aquele cara que falava, não o que escrevia. Daquele Pedro eu sinto saudade de vez em quando, admito. Do que escreve tenho raiva.”

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“Eu também tenho raiva do que escrevo com mais freqüência do que você imagina, Carol. Se eu soubesse fazer outra coisa que não fosse escrever já tinha parado há muito tempo, Carol.”

Pedro gostava de falar “Carol”. Era um nome que ele achava que soava bem. Curto, forte. E tão bonito quanto a dona.

“Mulher de banqueiro. Frívola. Pedro. Você quis me ridicularizar? Você sabe que eu sou uma guerreira. Tenho meu próprio negócio. Que eu montei antes de conhecer meu marido. E é com o dinheiro do negócio que sustento muitas pessoas. Mulher de banqueiro. Você usou essa expressão para me insultar, não foi, Pedro? Se você soubesse como me fez chorar quando eu li aquilo. Meu marido me perguntou por que eu estava chorando, e eu não podia dizer que era por sua causa. Ele queria me consolar, mas isso me irritava ainda mais. Não existe coisa pior que ser confortada por um homem quando você está chorando por outro.”

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Pedro gostou da frase. Não existe coisa pior que ser confortada por um homem quando você está chorando por outro. Um dia a usaria em algum conto ou romance que escrevesse.

Pedro ficou calado. Não adiantava dizer que não. Carol jamais se deixara convencer fácil, e muito menos quando estava com raiva. Ele de fato quisera agradá-la ao escrever sobre o caso de amor entre os dois, mas ela jamais acreditaria nisso. Uma jornalista amiga dele, editora de uma revista feminina, dissera que o conto daria um filme.

“Pedro. Eu não sou nenhuma Pattie.”

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Ele riu. Pattie. A linda e preguiçosa mulher de George Harrison. Era modelo, e parou de trabalhar quando se casou com George. Pattie trocara George por Eric Clapton. George mantinha uma conta para Pattie na Harrods de Londres. Depois que ela partiu para Eric foi um dia à Harrods, fez uma supercompra e ficou surpresa ao saber que George encerrara a conta. Na autobiografia de Pattie, que Pedro leu e depois passou para Carol, esta história estava contada com candor.

Ela riu ao falar de Pattie. Pedro adorava o som de sua risada ao telefone. Em momentos de tristeza ele se confortava ao ouvir a risada de Carol ao telefone.

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“Pedro?”

“Carol. Carol?”

“Sinto falta das nossas conversas sobre livros. Terminei de ler outro dia um Proust e queria tanto ligar para você.”

Proust. Ocorreu a Pedro uma frase proustiana. Os refrões da felicidade perdida. Por que a gravara entre tantas outras frases de Proust? Proust antes de virar escritor pensara no direito, mas depois refletira que por mais que se esforçasse não podia imaginar nada pior que um escritório de advocacia.

Carol fora da raiva à nostalgia. E agora silenciava. Teria desligado?

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“Carol?”

Passaram-se alguns segundos, até que a voz dela se ouviu.

“Pedro. Você está apaixonado por outra mulher?”

Pedro riu.

“Boba. Sabe aquela música? Pois é. Vai valer sempre. Mesmo você longe, perdida, para sempre perdida, nas terras frias do nunca mais, nunca mais, nunca mais. Mesmo assim. Você é a primeira, a última, tudo.”

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Fotos: La Vetrina Di Eros in Bacheca
Fonte: DCM/Fabio Hernandez

 

O bom sexo em 50 tons de cinza

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Independente da qualidade artística da obra, ela certamente gera muitas reflexões sobre a prática sexual.

Sexo é um jogo de poder, segundo nossa colunista

O conto de fadas sadomasoquista virou um drama hollywoodiano com Cinquenta Tons de Cinza que anda atiçando o público nas salas de cinema, principalmente as mulheres – apesar de faltar ao filme mais conteúdo explícito e cenas verdadeiramente eróticas.

E, por mais que a história careça de componentes da realidade, a trama é envolvente e instiga vontades, além de trazer novidades ao imaginário erótico das pessoas por aí.

Cinquenta Tons de Cinza é uma história tão inusitada que instiga reflexões sobre o comportamento humano. E do sexo, o componente principal dessa trama, podemos tirar alguns valiosos aprendizados:

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1# Todo mundo tem seus fetiches

Há quem morra de tesão em loiras, outros preferem as orientais. Certas pessoas adoram transar em público, e existem aquelas que se excitam em observar secretamente a transa dos outros. Alguns preferem simplesmente fazer sexo com amor, ou têm preferência por partes do corpo, tipos físicos, locais, vestimentas…

Se você for a fundo em seus desejos sexuais, é capaz descobrir que fetiches sua mente guarda – um deles pode ser estapear sua parceira até fazer a pele dela latejar, como faz o protagonista de Cinquenta Tons de Cinza.

Aliás, é bom investigar seus fetiches direito. Quanto mais você souber do que gosta, mais proveitosas serão suas transas.

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2# Sexo é um jogo de poder

Nem sempre os papéis de dominante e dominado estão bem definidos, na cama. Muitas vezes, há uma troca: certa hora, um está por cima, depois essa mesma pessoa se joga aos pés do outro. Porém, dificilmente se vê um equilíbrio na tensão sexual. Afinal, todos temos nossas preferências.

E há quem prefira dar ordens, como Christian Grey, que tem obsessão por controle. Por outro lado, algumas pessoas preferem se deixar levar e têm mais prazer em prestar obediência, como Anastasia.

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3# Desejos podem ser incontroláveis

Nem todas as vontades podem ser explicadas racionalmente. O querer não está necessariamente ligado à razão e, às vezes, nossas volições contrariam interesses objetivos.

Você certamente já se pegou pensando em algo sem entender qual o fundamento de tal desejo. E, assim como Anastasia decide se submeter aos caprichos de Christian Grey sem concordar com as regras que ele impõe, às vezes nos entregamos às nossas vontades, contrariando a razão.

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4# Perder o controle é libertador

“Quando você abre mão do controle, você se sente livre”, declara Christian Grey à sua sub, a fim de persuadi-la a se entregar.

Não à toa, tanta gente sente prazer em beber e usar drogas para esquecer os problemas da vida. Vale a pena se atirar, em certos momentos, livrando-se das obrigações e preocupações que nos cerceiam a todo momento.

E sexo pode passar por uma boa dose de descontrole, no auge do prazer – muitas vezes, nessas horas que os orgasmos se tornam mais intensos.

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5# Ao se permitir, você é capaz de realizar incríveis descobertas

Sem novidades para experimentar, cada dia se torna apenas mais do mesmo. Novos sabores, outras texturas, experiências diversificadas são capazes de proporcionar aprendizados. É sempre válido estar aberto a coisas novas, nem que seja descobrir aquilo que você não gosta.

Se Anastasia não se permitisse deixar levar pelas “loucuras” de Christian Grey, não teria gozado tanto.

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6# Todo instinto sexual é selvagem

Não tem jeito. O que faz o pau subir e a calcinha molhar é o que mexe com a natureza humana – sejam estímulos ao corpo ou à mente. A brutalidade surge espontaneamente, na hora que o desejo toma conta.

Nesses momentos, é natural se tornar um pouco animalesco, como Grey se mostra, cada vez mais.

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7# Entre quatro paredes, tudo é permitido

Quando o casal se fecha em um quarto, as regras praticadas ali dependem primordialmente dos limites definidos pelos dois. Isso não quer dizer que é permitido avançar o limiar do consensual – nem pensar! Mas não existem leis pré-definidas que regem o sexo, porque isso depende do que é gostoso para quem está ali.

A boa foda não costuma ser nada civilizada, pelo contrário, é puro instinto. E, na cama, o politicamente correto não existe – bom mesmo é vociferar palavrões, puxar cabelo e saber dar uns bons tapas, na hora certa.

No relacionamento entre Christian Grey e Anastasia, há um contrato, com cláusulas que definem claramente o papel de cada um e os limites da relação. É a forma como eles se sentem seguros para deixarem claro, um ao outro, que estão dispostos a quebrar as regras do mundo fora do Quarto Vermelho da Dor.

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8# Nem sempre é possível satisfazer a todos os desejos

Um dia é da caça, outro do caçador. Tantos são os nossos fetiches que não dá para realizar tudo de uma vez. Até porque certos desejos são incompatíveis.

Então, às vezes, é preciso apenas ceder e dar espaço para a satisfação da parceira – fazer apenas as suas vontades. Como quando Christian descobre que a garota que deseja é virgem e abre mão de seus princípios para apenas “fazer amor” em sua primeira vez.

Há horas em que é melhor esquecer as expectativas de quem está na cama com você (afinal, nunca seremos capazes de corresponder a todas elas) e ser um pouco egoísta, atendendo ao que você quer e nada mais. Claro, sempre que possível, bom mesmo é ver todo mundo gozar no final.

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9# Atitude é o melhor afrodisíaco

Saber o que quer e fazer acontecer faz toda a diferença em como acender os desejos da sua parceira, quando ela estiver aos seus braços. Nem que seja para vendá-la e a deixar entregue a seus caprichos.

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10# Elas preferem os bad boys

Não à toa, Christian Grey é um dos figurões mais cobiçados do mundo, que habita o imaginário e molha as calcinhas de tantas mulheres por aí. Isso que ele não é do tipo que curte um romance. E Grey não faz amor. Ele fode… Com força.

Há, porém, um diferencial: apesar da grosseria, o protagonista é um gentleman. Educadíssimo, ele sabe muito bem como tratar as mulheres. Na cama, bate com vontade – não lhe falta a virilidade que tanto as deixam loucas. Mas, independente disso, sabe como valorizar a sua garota.

Fotos: My Sweetness Black & White
Fonte: Diário do Centro do Mundo/Lasciva

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Seu vibrador faz o que homens não fazem

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O segredo foi revelado: os homens estão desesperadamente ameaçados pelos vibradores das mulheres! Na verdade, muitos estão se ca**** de medo de serem substituídos pelo seu “coelhinho” ou “bullet” favorito. Ah, tá bom, você nunca ouviu isso dele? Bem, ainda, né, porque é fato que ele está escondendo a verdade de você.
Afinal de contas, que tipo de homem se sente intimidado por uma varinha de silicone idiota?

Só porque ela (às vezes) é maior e mais grossa que da maioria, e produz uma vibração que manda as mulheres pra outro planeta em menos de dois minutos? Qual é o problema?

Mas vejamos o preço disso: não dá pra fazer carinho num vibrador (até dá, mas quem se importa?), e eles também não dizem eu te amo (o que, na verdade, é uma ótima ideia), e um vibrador também não leva o lixo pra fora quando você pede com jeitinho.

Veja quais são as outras dez coisas que os caras não são pareos, de acordo com o The Stir:

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1. Eles vão exatamente onde você quer que eles vão.
Não precisa pedir absolutamente nada. Basta apontar o local e ele irá de muito bom grado.

2. Eles sempre acertam na pressão e vibração.
Sem supresas desagradáveis neste sentido. O que funciona melhor pra você? Mais rápido? Não tão forte, mas firme? Encontre literal e precisamente a sua própria ‘vibe’.

3. Eles são mais fáceis de controlar.
Pode apostar! Os homens eventualmente acabam perdendo o controle quando o assunto é sexo, mas com um vibrador você jamais vai se sentir vulnerável pela fraqueza dos outros. Ligar/desligar é a única opção real.

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4. Não há conversa envolvida.
Que tal cortar o papo furado e ir logo ao assunto? Não que você precise partir direto para a penetração do brinquedo; afinal, existem tantas possibilidades a serem exploradas antes…

5. Eles estão sempre prontos quando você está, 24 horas por dia 7 dias por semana. 
Simples assim: sem jogo, seja no romance ou a partida de futebol na TV.

6. Eles não têm que “esperar uma hora ou duas” porque não conseguem comer “o prato principal”.
“Você entende, não?”. Aparentemente, ok, mas no fundo é difícil entender. Como você pode estar cansado demais para transar? Tudo bem, você realmente pode ter trabalhado demais; só que é dose dormir sem essa. Ufa, ainda bem que você tem o seu vibrador na gaveta do criado-mudo.

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7. Eles podem ser surpreendentemente quietos. 
Ninguém vai ouvir (se você tapar a boca a tempo).

8. Eles são totalmente altruístas – sua própria satisfação é a única coisa que interessa. 
E nada mais.

9. Eles não se importam com o seu visual.
Muito menos com aqueles quilinhos a mais que você ganhou depois da adolescência.

10. Eles proporcionam prazer todas as vezes
Sem pular uma.

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Fotos: La Vetrina Di Eros in Becheca
Fonte: Sexo Oposto/Danilo Barba

O meu canalha interior

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Meu canalha interior transborda por meus olhares carnívoros. Por meus lábios entorpecentes. E por meus caninos envenenados. Meu canalha interior grita em silêncio ao ver pernas de fora, decotes exagerados e bocas carnudas. Ele não ama as corretas, nem as puras, muito menos as santas. Meu canalha interior se apaixona repentinamente por pequenas falsas, dissimuladas e putas que não cobram em moedas. Me dão seu corpo em troca de carinhos rasos, de puxões fortes e de palavras insanas.

Meu canalha interior lê Bukowski, John Fante e Nelson Rodrigues. Odeia comédias românticas melosas demais ou versões do Nicholas Sparks. Meu canalha interior, às vezes – ou sempre – , me odeia também. Odeia meu jeito são de lidar com as pequenas. Meu canalha interior quer o sexo – com amor, sem amor, com nome, sem nome, tanto faz. Tem que haver tesão apenas, ele diz.

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Meu canalha interior vive por minha roupa de baixo. Num canto perdido e escondido do mundo. Mas reina sobre mim, vez em quando. Uma vodca à mais. Um palavrão aqui, uma mordida de lábio acolá. Salta por minhas retinas e agarra, mesmo que apenas em meu inconsciente, as pequenas de uma vez só. Eu tremo. Eu troco de assunto. Eu chamo o garçom, o padre, Deus, minha mãe. Sei lá, porra.

Meu canalha interior não sente frio, mas adora quando está envolvido pelos braços quentes das mulheres. Meu canalha interior sente fome feminina. Hidrata-se de suor e gozo. Alimenta-se de beijos, mordidas e tapas. Meu canalha interior descarta as meninas que têm medo do pecado. Mas, ama sem pudor, aquelas que o chupa e o faz sua bomba de oxigênio particular.

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Meu canalha interior me xinga toda vez que eu digo um “eu te amo” sincero, toda vez que eu me declaro a alguém ou nas vezes que rejeito sexo por fidelidade aos meus sentimentos por outra. Às vezes, meu canalha interior se disfarça de mim, que nem consigo percebê-lo. Quando acordo, já estou nu ao lado de uma desconhecida com batom borrado.

Fotos: My Sweetness Black & White
Fonte: Entenda os homens/Hugo Rodrigues

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