A primeira depilação cavada ninguém esquece

c1

“Tenta sim. Vai ficar lindo.”

Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve.

Mas  acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer,  porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava  que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.

- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?

Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.

- Cavada mesmo.
- Amanhã, às… Deixa eu ver…13h?
- Ok. Marcado.

c2

Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui.

Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona.

Oba, vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado.

Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas.

Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.

- Querida, pode deitar.

Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca.

c5

Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas.

Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão. Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.

- Quer bem cavada?
- é… é, isso.

Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.

- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.

c6

Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).

- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?

Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha Virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.

Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar.

Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural.

c9

Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.

- Tudo ótimo. E você?

Ela riu de novo como quem pensa “que garota estranha”. Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes. O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope.

Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.

Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.

- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.

b30

Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.

- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.

Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.

- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.

Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. “Me leva daqui, Deus, me teletransporta”.

Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.

- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.

b29

Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la.

Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.

- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.

Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.

- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.

b28

Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava De cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:

- Tudo bem, Pê?
- Sim… sonhei de novo com o cu de uma cliente.

Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu Twin Peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá? Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera.

Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pra contar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.
Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.

b27

- Vira agora do outro lado.

Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.

- Penélope, empresta um chumaço de algodão?

Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais, vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?
Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.

- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.
- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda…
- Baixa a calcinha, por favor.

b25

Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.

- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.

Namorar…namorar. .. eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais.

Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda,  protestar contra isso.

Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.

Fotos: The Universe, The Women and their Secret Universe
Fonte: O Caramelo
c01

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O meu canalha interior

14

Meu canalha interior transborda por meus olhares carnívoros. Por meus lábios entorpecentes. E por meus caninos envenenados. Meu canalha interior grita em silêncio ao ver pernas de fora, decotes exagerados e bocas carnudas. Ele não ama as corretas, nem as puras, muito menos as santas. Meu canalha interior se apaixona repentinamente por pequenas falsas, dissimuladas e putas que não cobram em moedas. Me dão seu corpo em troca de carinhos rasos, de puxões fortes e de palavras insanas.

Meu canalha interior lê Bukowski, John Fante e Nelson Rodrigues. Odeia comédias românticas melosas demais ou versões do Nicholas Sparks. Meu canalha interior, às vezes – ou sempre – , me odeia também. Odeia meu jeito são de lidar com as pequenas. Meu canalha interior quer o sexo – com amor, sem amor, com nome, sem nome, tanto faz. Tem que haver tesão apenas, ele diz.

15

Meu canalha interior vive por minha roupa de baixo. Num canto perdido e escondido do mundo. Mas reina sobre mim, vez em quando. Uma vodca à mais. Um palavrão aqui, uma mordida de lábio acolá. Salta por minhas retinas e agarra, mesmo que apenas em meu inconsciente, as pequenas de uma vez só. Eu tremo. Eu troco de assunto. Eu chamo o garçom, o padre, Deus, minha mãe. Sei lá, porra.

Meu canalha interior não sente frio, mas adora quando está envolvido pelos braços quentes das mulheres. Meu canalha interior sente fome feminina. Hidrata-se de suor e gozo. Alimenta-se de beijos, mordidas e tapas. Meu canalha interior descarta as meninas que têm medo do pecado. Mas, ama sem pudor, aquelas que o chupa e o faz sua bomba de oxigênio particular.

16

Meu canalha interior me xinga toda vez que eu digo um “eu te amo” sincero, toda vez que eu me declaro a alguém ou nas vezes que rejeito sexo por fidelidade aos meus sentimentos por outra. Às vezes, meu canalha interior se disfarça de mim, que nem consigo percebê-lo. Quando acordo, já estou nu ao lado de uma desconhecida com batom borrado.

Fotos: My Sweetness Black & White
Fonte: Entenda os homens/Hugo Rodrigues

17

Orgulho de ser uma mulher vulgar

“Vulgar: De procedência ruim; de natureza baixa; grosseiro, rude.” Quando empregado como adjetivo para uma mulher, vulgar é aquela despudorada, sem o comportamento requintado de uma dama e que exibe sua sexualidade.

image258

Na infância, a mulher vulgar era algo completamente definido para mim: a mulher de roupas curtas, de batom vermelho, de gargalhadas altas, dada a um comportamento sensual e indiscreto. Era – embora eu ainda não compreendesse – a mulher livre. E é exatamente esta mulher que o moralismo sempre denominou vulgar: a mulher que não se apega às amarras que o pudor lhe impõe.

O mito da mulher vulgar não é apenas proveniente da mais lastimável ignorância: é cruel. A vulgaridade – enquanto adjetivo pejorativo – é uma espécie de condenação social generalizada à mulher que se assume dona de si. À mulher que se nega ao pudor e à hipocrisia. Por isso mesmo, e não por acaso, é tão incomum ouvirmos falar em “homens vulgares”. Aos homens, damos o direito à promiscuidade, ao despudor, ao que é imoral. Para a mulher, isto é chulo, pobre, desprezível.

23

A mulher vulgar – esta inventada pelo moralismo velado – é aquela que tem medo de mostrar-se tal qual ela é. É quem não esconde os seus desejos, as suas propensões promíscuas – as quais, em maior ou menor proporção, todas têm. É o modo sutil que a sociedade encontrou de ditar-nos o comportamento, de conter-nos a liberdade, de – como sempre o fez – nos rotular. Vulgar é a amante, a Geni, a meretriz. Somos vulgares quando não camuflamos nossos desejos.

O mundo que quer a mulher meiga, correta e submissa costuma atribuir a vulgaridade à mulher livre. Hoje – talvez apenas um pouco mais madura que naquela velha infância – eu amo a vulgaridade. Eu amo o batom vermelho. Eu amo as bebidas fortes. Amo esse nosso direito de ser quem somos – e se isto nos torna vulgares, que o sejamos, então. Porque para quem compreende o sentido da liberdade e da igualdade, a liberdade é um mito. E, para mim, garanto: sempre o será.

24

Fotos: La Vetrina Di Eros in Bacheca
Fonte: Diário do Centro do Mundo/Nathali Macedo

Confissões de uma garota de programa

05

Sempre morri de curiosidade sobre como é a rotina das garotas de programas – e, principalmente, sobre o que elas fazem de tão especial que tanto atrai os homens. Acabei encontrando uma acompanhante experiente disposta a sanar todas as minhas dúvidas. Bianca tem 27 anos e se diz satisfeita com a vida que leva. Descobri-a em um perfil do site VIP Class Acompanhantes, e fiquei impressionada em como ela foi receptiva a se abrir comigo. Aliás, não foi só isso que me impressionou: além de voluptuosa, Bianca é articulada e super inteligente. 

Ela revela que a maioria dos seus clientes são homens casados, dispostos a pagar por um bom boquete, pois não têm isso em casa. Essa conversa me fez pensar que talvez falte mais prazer na casa das pessoas. Não que isso seja culpa das mulheres – provavelmente, não é. Muitas dessas esposas só devem estar cumprindo os tais requisitos de “mulher para casar”. E eles, bem, talvez só precisem variar um pouco. Porém só conseguem fazer isso, se for escondidos. Nesse sentido, procurar uma acompanhante é a opção mais segura e tranquila para sair da rotina.

01

As palavras de Bianca parecem bem sinceras. E ajudam a quebrar certos preconceitos sobre a vida de uma garota de programa:

Há quanto tempo você começou a fazer programa? Que idade tinha?
Estou há 10 anos nessa atividade. Comecei aos 17 anos, quando saí de casa. Como a maioria de nós, saí de casa cedo e fui amparada por uma colega (agora minha melhor amiga) que também era garota de programa. Como todo começo, foi bastante difícil, com pouco dinheiro. Tinha que me virar na rua mesmo em boates e casas noturnas. Depois, com o aumento da clientela, comecei a juntar dinheiro e comecei investir em outras formas de divulgação, como jornais e sites de acompanhantes.

Como você entrou na profissão?
Tornei-me acompanhante por necessidade mesmo. Precisava do dinheiro para completar meus estudos e me manter com um mínimo de dignidade em uma cidade grande, de custo de vida alto. Como disse, saí de casa cedo. Meus pais são agricultores, então não tinham condições de pagar minha faculdade, hospedagem e outros custos mínimos para eu tentar uma vida diferente.

02

Quantos homens você costuma atender por dia?
Varia muito. Há épocas em que é possível realizar entre quatro ou cinco atendimentos no mesmo dia. Mas a média mesmo é de dois atendimentos diários. Quando há eventos importantes, como feiras grandes, congressos e eventos internacionais, a média de atendimento aumenta muito.

Conte mais sobre esses homens.
São homens mais velhos, na maioria. Caras bem sucedidos: executivos, diretores de empresas, políticos… A maioria esmagadora dos homens que me procuram são casados, ricos, divertidos e safados.

Você também atende mulheres? Se sim, com que frequência?
Não atendo mulheres, nem casais. Apenas homens. Também não atendo grupo de homens. Já atendi mulheres e já tive muita dor de cabeça por causa disso. Os homens são mais simples.

03

Quais são os pedidos que você mais recebe?
Querem o diferente. Ou seja, aquilo que não têm em casa com suas esposas, namoradas e noivas. Querem se divertir, mudar a rotina… Os pedidos são os mais variados possíveis, principalmente sexo anal e sexo oral, pois é o tipo de prazer que muitas de suas companheiras não costumam lhes proporcionar em casa.

E o que, de mais inusitado, pedem que você faça?
Os pedidos geralmente envolvem coisas simples, como um cliente que me pediu para eu atendesse de shortinho. Já vesti também fantasia de colegial para agradar um cliente. Pode parecer banal, mas eles não têm isso em casa. O pedido mais inusitado mesmo foi um homem todo másculo, bem musculoso que me pediu para penetrá-lo com um consolo. Na hora, fiquei um pouco nervosa, mas levei numa boa e realizei meu atendimento.

06

Por que você acha que homens casados contratam acompanhantes?
Querem sair da rotina. Estão cansados de trabalhar tanto, são homens que enfrentam muita responsabilidade no dia a dia e querem se divertir de verdade, mas sem ter compromisso ou sem serem reprimidos de qualquer forma. São homens que têm fetiches e fantasias reprimidas, mas que não têm a coragem de expô-las para suas esposas, namoradas pois certamente serão julgados ou reprimidos. Eles buscam na gente aquilo que não encontram em suas companheiras. Homens do perfil que atendo gostam de aventuras.

O que os homens procuram nas acompanhantes?
Aquilo que não têm casa! Quase sempre são coisas simples, como eu pôr uma calcinha mais ousada, realizar uma fantasia. O que eles querem é um pouco mais de ousadia, mesmo. Querem uma mulher diferente, desinibida e que faça aquilo que eles gostam – sem neuras, preconceitos ou vergonha.

07

Você é também confidente dos clientes? Que tipo de segredos costuma ouvir?
Tento não ser. Mas não há motivos para negar uma boa conversa, quando um cliente precisa desabafar. Não diria que sou uma confidente dos meus clientes, mas quando percebo que o cara está precisando conversar e que a conversa não é aquela lamentação tediosa da vida, tento ajudá-lo no que posso. Os segredos que mais ouço são relativos aos seus desejos, fantasias, fetiches. Mas há sempre a confissão de outros tipos de “segredos”, como um cliente que precisava conversar sobre problemas que estava enfrentando com sua filha mais velha. E, como mulher, acho que pude tirar algumas dúvidas dele, mas que tinha vergonha ou receio de perguntar à esposa.

Quais as principais fantasias deles?
Além das fantasias normais que já falei, muitos clientes gostam também de sadomasoquismo. Querem que eu me vista como dominadora e seja má com eles. Muitos dos homens que atendo são líderes em suas atividades e querem ser dominados de vez quando. Mas as principais fantasias são essas mesmo. Quando aparece alguma coisa muito estranha e fora da normalidade, tento evitar e abandono o atendimento. Tudo tem limite.

08

Alguma vez você já sentiu medo de um cliente?
No começo, quando era mais nova, sim. Era inexperiente, não sabia como selecionar minha clientela e precisava lidar com homens que não tinham muita educação e bons modos. O medo era sempre o mesmo. Medo de sofrer qualquer tipo de violência, medo que descobrissem quem sou… Mas hoje consigo selecionar melhor os clientes que atendo, pela própria forma que divulgo meu trabalho. A seleção já começa aí. Divulgar em sites de acompanhantes bem frequentados, com público qualificado já é um diferencial importante para não se envolver com clientes indesejados.

O que você faz que deixa os homens loucos?
Sexo oral, sexo anal. Bem feito, deixa qualquer homem louco. Sou bem liberal, obviamente que dentro dos limites do bom senso. Não faço nada que irá me prejudicar fisicamente e psicologicamente, mas se for do meu agrado e que também satisfaça as fantasias e desejos do homem, eu faço. Sou bastante liberal com meus clientes. Tem que ser uma puta de verdade, sem frescuras. Quanto mais safada, melhor. Isso é que deixa os homens loucos.

09

Que tipo de elogio você costuma ouvir?
São muitos. Obviamente que a maioria é sobre os meus atributos físicos. Do tipo: gostosa, delícia. Também gosto de ouvir quando eles me chamam de safada e “puta gostosa”.

Você também sente prazer durante os programas?
Claro. Trabalhar em algo sem ter prazer é o pior fardo que alguém pode carregar. Sinto tanto prazer que me entrego de verdade. Tenho muitos orgasmos, principalmente com homens inteligentes, divertidos e que sabem o que querem. Prazer é fundamental.

O que você mais gosta que eles façam?
Que me paguem bem (risos). Também gosto quando são cavalheiros, educados e me respeitam. Na cama, gosto de pegada forte. Homem com atitude e vontade. Odeio quando ficam com frescuras ou cheio de pudores. Se tem vontade, vai lá e faz – claro que dentro do limite da normalidade.

04

Que situação foi a mais marcante da sua profissão?
Quando recebi uma proposta de casamento de um cliente. O cara ficou apaixonado por mim, levou-me para jantar, levou presentes, fizemos o programa e depois se declarou estar perdidamente apaixonado por mim. Era um cliente que eu atendia praticamente toda a semana. Achava que ele gostava de mim pelo meu desempenho na cama, mas não que tinha sentimentos mais fortes por mim. Fiquei muda, completamente sem palavras. Não sabia o que fazer e dizer para ele. Não sentia o mesmo por ele, gostava de ficar com ele, pois era uma pessoa extremamente agradável, mas não o via como marido, namorado… Mas consegui contornar a situação e conversando resolvemos o caso. Mas confesso que foi um momento marcante, delicado e extremamente difícil para mim. No final, resolvemos parar por ali mesmo, não havia mais clima pois suas pretensões eram muito diferentes das minhas.

Conte um pouco sobre a sua rotina.
Minha rotina é absolutamente normal, nada de especial. Realizo minhas atividades pré agendadas com meus clientes. Claro que há ocasiões e momentos que sou chamada para acompanhamentos mesmo, no sentido literal da palavra. Acompanhar o cliente em eventos, jantares, festas. Mas são raras essas ocasiões. Minha rotina de acompanhante se baseia mesmo em sexo, todos os dias. Há momentos em que também preciso parar um pouco, mais sei bem quando chega o momento. Agora, no dia a dia, nada de diferente.

010

O que você faz no seu tempo livre?
Gosto de ler, ir ao cinema, ao teatro. Não gosto muito de agitação, bagunça, barulho e confusão. Atualmente, no meu tempo livre aproveito o máximo para estudar. Sei que essa vida de acompanhante de luxo é por pouco tempo e não quero ficar em uma situação delicada quando tudo acabar. Procuro sempre fazer boas amizades, também. São fundamentais. Mas nada de especial, gosto de coisas simples, como ir à praia aos finais de semana. Nem sempre é possível, mas quando vou, acho o máximo. Adoro quando sou convidada por um cliente para passar o final de semana na praia.

Fotos: My Sweetness Black & White

Fonte: Diário do Centro do Mundo /Lasciva

As mulheres odeiam no sexo

11

A fim de evitar o sexo meia boca – só orgasmos múltiplos nos interessam – listei 14 atitudes masculinas com que as mulheres estão cansadas de ter que lidar e que fariam do mundo um lugar mais feliz caso desaparecessem da face da Terra. Leia e lime esses comportamentos empata-fodas da sua vida 

O queima largada
Mal tirou a roupa e o cara já quer partir pra meteção. Calma amigo, cê tem uma gata aí do seu lado: curta o momento! Essa é a hora de apertar, beijar, passar a mão, apertar mais forte, lamber, chupar, cuspir, morder, usar, suar… Fazer tudo o que for consentido, mas nada de pular as preliminares!

12

O fixação anal
Aquele cara que que comer seu cu toda hora e, mesmo você já tendo dito claramente o “hoje não, Faro!”, ele não pára de tentar enfiar o dedo lá atrás. Amigo, não é NÃO! E não vai ser na base de tentativas com ~dedadas que você vai atingir sua meta. Aceite que dói menos e vá se divertir com os outros brinquedos do parquinho.

O britadeira man
Aquele cara que acha o seu lugar, a sua posição perfeita e fica lá: p r a s e m p r e. Ele liga o botão britadeira e permanece na mesma função frenética até gozar sem dar a mínima pra saber se a mina tá curtindo ou não. Coelhinho da Duracell, apenas pare!

13

O wannabe porn star
Aquele cara que quer botar em prática todos os seus anos de experiência no xvideos e só falta vir com um anão a tira colo pra completar suas pretensões orgísticas. Calma amigo, menos pornohub e mais Erica Lust.

O não-chupador
Não passará! Calcinhas no chão merecem um oral – e bem feito! Nada daquela passadela de língua de 5 minutos. Tem que chupar gostoso sim! Dê atenção a essa parte tão importante e tão renegada às mulheres. Quer um incentivo? Um oral bem feito sempre volta pra você!

14

O mãozinha
Aquele cara que vem com uma mãozinha adicional que fica empurrando sua cabeça pra baixo enquanto vc tá lá no blow job. Não me entenda mal, tem aquela mãzinha de incentivo do tipo “isso aí garota, você tá fazendo certo! continue assim”, mas o foda é quando o cara perde a mão (com o perdão do trocadilho) e a mãozinha de incentivo torna-se a mãozinho adicional, que se você não tomar cuidado pode até te fazer engasgar numa tentativa frustrada de garganta profunda desavisada.

O rapidinho egoísta
O cara que dura 5 minutos, cai pro lado, vira peso morto e nem se dá ao trabalho de fazer a mina gozar também. Quer tipinho mais egoísta? Nesse caso o problema tem raízes profundas: certeza que também não dividia passatempo na hora do lanche!

15

O deselegante
Aquele cara que não avisa quando vai gozar.

O esquecido
Nós, mulheres, somos portadoras do clitóris: um botãzinho mágico capaz de provocar imenso prazer quando manuseado da maneira correta. E parece que alguns caras simplesmente se esquecem dessa arma secreta!

O boneca inflável friendly
Aquele cara que acha que seu peito é de borracha, pega e aperta forte, manuseia de qualquer jeito ou concentra todos os seus esforços somente nos mamilos. Meninos, tem ir com calma e fazer carinho com o mesmo ~jeitinho que vocês gostariam que fizessem nas suas bolas e não numa boneca inflável.

16

O mudinho
Aquele que, durante o ato, mal aparenta mudanças no rítimo de sua respiração, mal geme e às vezes você nem nota que ele gozou. Parece que você tá transando com a Kirsten Stwart. Ninguém aqui tá pedindo pra você chegar fluenteno dirty talk, mas mostrar um pouco de atitude é fundamental.

O cascão
Aquele sem noção que aparece com o pau claramente mal lavado, com resquícios de xixi, cheirando a toalha suja ou cueca usada. Não dá, né?

17

O hematofóbico
Aquele cara que recusa uma foda porque você tá menstruada. Só lamento por esse tipo já que, nesses casos, nada que toalhas extras não resolvam o problema. Bônus point: há mulheres que ficam com muito mais tesão nesse período. Acho que chegou o momento de você rever suas atitudes, caro hematofóbio.

O surdinho
Aquele cara que finge que não escutou quando você pediu pra ele colocar a camisinha. Ou que tenta te convencer a fazer sem porque ~com a borracha não dá pra sentir nada. “Só a cabecinha” é o caralho: encapa o menino aí!

18

Fotos: La Vetrina Di Eros in Bacheca
Fonte: Diário do Centro do Mundo/Laís Montagnana