Memórias de uma advogada 2

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Anteriormente: minha amiga e eu havíamos feito talvez a grande descoberta sexual de nossas vidas: éramos capazes de sentir prazer sem um homem. Mas com um, confesso, era incomparavelmente melhor. Eu continuaria, portanto, com aventuras heterossexuais – só que com o plus da descoberta de que mulheres também são capazes de me satisfazer plenamente. 

Eu finalmente decidira me mudar. Sair de um apartamento minúsculo e barulhento no centro da cidade para um prédio charmoso numa rua tranquila realmente me parecia uma boa ideia.

Cheguei à casa nova e cheia de caixas entulhadas e fui recebida pelo novo vizinho.

Ele era filho do dono do apartamento que eu alugara. Era daqueles que ganham a sua simpatia numa conversa de cinco minutos. Era alto e tinha no máximo trinta anos – pelo que supus, porque não ousei perguntar – e com algumas dezenas de tatuagens espalhadas pelo corpo definido e uns olhos amendoados que me deixaram com uma incontrolável expressão tarada – que ele notou, porque era realmente tão esperto quanto parecia.

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Deu-me as boas vindas como um bom anfitrião, se dispôs a me ajudar caso eu precisasse de algo e voltou ao seu apartamento, bem em frente ao meu. Era uma boa vizinhança, pensei.
Era hora do almoço e eu precisava descobrir o que havia por perto para uma jovem que mora sozinha e é mal-sucedida na cozinha.

Usava um vestido velhinho, daqueles que de tão usados se ajustam ao nosso corpo e os cabelos castanho-claro presos num coque bagunçado (como a minha vida). Fechei a porta e notei que não pegara a minha bolsa – e nem as chaves do apartamento. Estava presa do lado de fora. Parece que eu precisaria da ajuda do vizinho simpático mais cedo do que ele podia imaginar.

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Bati à sua porta com uma expressão meio marota, meio envergonhada. Ele abriu sorridente:

– Oi, vizinha. Tudo bem por aí?
– Então, não. Eu consegui trancar o apartamento com as chaves dentro no meu primeiro dia de estadia. Você tem uma cópia?
– Relaxa, eu resolvo isso pra você.

Passou por mim, mais perto do meu corpo do que o necessário, subiu no parapeito da varanda e pulou habilidosamente a minha janela. Abriu a porta e se deparou com a minha cara de surpresa diante de tamanha eficiência.

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Almocei num restaurante charmoso na rua de casa enquanto pensava em quantas situações eu gostaria que aquele homem pulasse a minha janela. Aquilo mexeu mais comigo que os seus olhos amendoados.

Passei os próximos dias perdida entre a bagunça da minha sala e o tesão descomunal pelo meu novo vizinho. Vez ou outra via-o através da janela lateral, sempre nu da cintura pra cima. Cumprimentava-o cortesmente enquanto queria bater na sua porta e conseguir mais do que uma xícara de açúcar.

Num dia particularmente cansativo de jornada dupla no escritório e com a arrumação da mudança, pus uma música gostosa, acendi um cigarro e me debrucei na janela. Avistei-o e, no primeiro trago, ele se deu conta de que eu estava de calcinha e camiseta branca.

Olhou satisfeito e sorriu maliciosamente. Dei de ombros e virei-lhe as costas, tão propositalmente quanto era capaz. Peguei uma taça de vinho e voltei à janela. Passamos alguns minutos numa comunicação não verbal de olhares e sorrisos. Não havia o que pudesse ser dito. Vi-o sumir da janela e ouvi três batidas decididas na porta. Eu já sabia a que ele vinha.

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– Você tem outra taça desse vinho?

Fiz que sim e fui buscar, sem o menor desconforto pelos meus trajes. Senti seu olhar me perfurando. Cheguei muito perto e entreguei-lhe a taça. Nossas bocas estavam agora a alguns centímetros uma da outra, e eu resolvi me demorar ali. Ele me deu um beijo lento, daqueles que desbravam cada centímetro da língua, enquanto me puxava para o seu corpo e percorria as minhas costas por debaixo da camiseta. Pôs as taças sobre a mesa – como quem já se sente em casa – virou-me contra a parede e mordeu forte e lentamente o meu pescoço, enquanto tirava meus cabelos de seu caminho ora com força, ora com delicadeza.

– Eu sabia o que você queria.

Ele sabia mesmo. Afastou meu notebook e me fez sentar na minha mesa de trabalho. Ela tinha a altura perfeita, como se tivesse sido feita pra isso. Cruzei as pernas em torno de seu corpo e puxava-o contra a minha boceta enquanto nos beijávamos como se não houvesse uma janela aberta bem na nossa frente. Ele afastou minha calcinha de algodão para o lado, abriu minhas pernas tanto quanto era possível e me invadiu com uma língua quente e habilidosa. Eu me contorcia e gemia incontidamente, até gozar enquanto pressionava seu rosto na minha boceta.

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Aquele gozo o despertou ainda mais – mesmo que isso parecesse realmente impossível depois de tanto tesão – e ele desabotoou a calça e me penetrou forte e de uma só vez, como um animal instintivo e apressado, até que eu sentisse seu gozo quente entre minhas pernas. Ficamos ali alguns segundos, imóveis e ofegantes. Empurrei-o sutilmente para sair de seus braços, peguei um copo d’água e quebrei o silêncio:

– Foi incrível, mas acho que preciso dormir. Não foi um dia fácil. Se importa em ir agora? Sua mulher deve acordar a qualquer momento.

Ele esboçou uma expressão de espanto – porque certamente pensou que seu casamento fosse um segredo pra mim. Bem, não era. E isso não me incomodava, ao contrário, me excitava ainda mais.

– Claro, linda. Boa noite. – disse, com uma naturalidade perspicaz.

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Beijou-me a boca despretensiosamente, como se não tivéssemos acabado de protagonizar uma transa insana, e se despediu.

Sorri ao vê-lo sair pela porta. Não queria um estranho na minha cama. Nenhuma intimidade além daquela que o próprio sexo proporciona.

Acendi outro cigarro e vi sua jovem esposa me olhar pela janela com um olhar que eu não conseguia – e não queria – decifrar.

Fotos: Desires of a Bi-Sexual Women
Fonte: Diário do Centro do Mundo-DCM/Anônima

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Minhas paixões de cada signo

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Esses dias conheci um ARIANO e me apaixonei. Delicado como um rinoceronte, ele logo me mandava à merda por qualquer tentativa de drama e utilizava aquele método infalível de resolução de brigas na cama. E como gostava de brigar. Arrumava encrenca na mesma frequência com que eu tomo pingado e ai de quem ousasse dizer que ele estava errado. Ficava irado. Não dava a mínima para os outros e tinha energia para mover uma montanha se precisasse. Eu gostava dele. Pena que ele descobriu. Se eu não tivesse falado, talvez o amor não tivesse acabado.

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Conheci um TAURINO. Saímos para jantar. Saímos para almoçar. Saímos para tomar café-da-manhã, brunch, chá da tarde e ceiar. Nunca comi tão bem. Ele sim sabia viver: comer, beber, dormir, transar. Ele queria ter prazer todos os dias da vida, nenhum podia faltar. A vida ao lado dele era ótima até ele começar a teimar. Teimava feito mula; não touro. Era possessivo e não mudava. Senti falta dele mas precisei terminar. Vai que ele decidia me amarrar.

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Eis que me encantei por um GEMINIANO. Ele falava, falava, falava sem parar. Ainda assim nunca entendi o que ele pensava. Acho que nem ele mesmo se entendia. Estava sempre pensando em uma opinião para mudar. Era a alegria em pessoa e contagiava minha vida. Pena que mudou de opinião rápido demais e foi espalhar alegria em outro lugar. Só acho que não custava avisar.

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Saí meia dúzia de vezes com um CANCERIANO e ele logo falou em casar. Me apresentou para a mãe e disse que pretende morar sempre com ela, nunca a deixar. Me assustei mas achei fofo. Ele era romântico e cuidadoso: queria mesmo me mimar. Fazia drama por quase tudo e eu me vi obrigada a partir quando ele quis que eu assinasse um contrato me comprometendo a nunca terminar. Coisa difícil de jurar.

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Avistei um LEONINO e me apaixonei à primeira vista. Tão discreto quanto um javali de saia, só ele queria brilhar. Era o centro de tudo, era o centro do mundo e eu estava ali só para admirá-lo reinar. Era a generosidade em pessoa. Fazia tudo para conquistar mais um admirador para o seu bando e o amor só acabou quando eu, num instante de insanidade, pensei na estranha possibilidade de liderar.

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Comecei a sair com um VIRGINIANO e morria de medo de me sujar. Ele corrigia qualquer verbo conjugado às pressas, reparava em unhas descascadas, roupas amassadas e assim que me via, vinha me cheirar. Ele era ótimo. A retidão em pessoa. Fazia tudo certinho e o amor só acabou no dia em que eu derrubei shoyu numa calça branca e ele ficou com agonia até de olhar.

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Me apaixonei por um LIBRIANO e descobri que metade do mundo também. Ele era lindo, simpático e charmoso e eu até fingia não ver o telefone dele tocar porque ele fazia de tudo para me agradar. Era a diplomacia em pessoa. O amor só acabou porque eu pedi para ele escolher um restaurante para a gente jantar. Ele ficava confuso com esse negócio de escolhas. Estou esperando até agora ele me ligar.

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Conheci um ESCORPIANO e nem sei por onde começar. A gente mal se conhecia e ele já sabia o nome e o RG de todos os meus ex-namorados. Era perito em stalkear. Tinha ciúme até da sombra mas no começo fingia nem ligar. Tinha casca grossa, coração mole e pensava o tempo todo em transar.  Queria sossego mas não conseguia desestressar. Tive que deixá-lo porque já estava cansada de lembrar da briga da primeira semana. Ele não consegue esquecer. Liga até hoje para me xingar.

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Esbarrei com um SAGITARIANO e me encantei pelas piadinhas sem graça e o jeitinho sexy sem ser vulgar. Ele era incrível. Só pensava em viajar. Estava a cada hora em um lugar. Vivi aventuras incríveis ao lado dele e não sei porque caí na besteira de pedir para ele sossegar. Vai ver foi por isso que ele decidiu terminar.

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Conheci um CAPRICORNIANO e me apaixonei por tamanho foco e responsabilidade. Ele era curto, grosso e objetivo: só pensava em trabalhar. Fazia planos. Tabelas. Planilhas. Fazia contas até para o bate e volta no Guarujá. Um dia pedi um dinheiro emprestado e ele sumiu. Já arrumei o dinheiro. Estou esperando ele voltar.

112Me encantei por um AQUARIANO exótico com quem cruzei por aí. Ele se vestia da maneira como bem entendia e vivia em um mundinho particular. Era divertidamente apaixonante mas nem ele sabia o que queria. Dizia que tinha medo de se envolver e era perito em não me responder. Só sei que tudo ia muito bem até que eu mandei uma mensagem e estou há uns 2 anos esperando ele visualizar. Vai entender.

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Por fim conheci um PISCIANO. Sensível como ele só, fazia caridade e tinha uma baita espiritualidade. Sonhava acordado sem parar e vira e mexe eu tinha que gritar: “volta pra Terra, meu filho, para de viajar.” Se distraía nos próprios sonhos e era a pessoa mais bondosa do mundo. Só tive que terminar porque ele se distraía, me deixava falando sozinha e sabe como é: às vezes é bom ter alguém na Terra para conversar.

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Brincadeiras à parte, só sei que sou grata às diversões que todas as paixões já me proporcionaram e me alegro genuinamente por ter aprendido tantas coisas interessantes com as individualidades de cada ser humano com quem já compartilhei meu tempo. Quero continuar a me apaixonar e a me entregar porque no fim das contas o importante é isso: rir das nossas experiências e carregar conosco só o melhor do que as pessoas puderam proporcionar. Mesmo os arianos. (É só brincadeira. Não precisam brigar.) Hahahaha

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Fotos: Les deux tentatrices/SwannSong’s Erotica/Tʜє ᗯɪʟᴅ Sɪᴅє
Fonte: Entenda os homens/Eduarda Costa

Memórias de uma advogada 1

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A partir de hoje, ANÔNIMA escreve um folhetim para o DCM. ANÔNIMA é advogada e escritora, uma colunista de sucesso na internet brasileira. Está próxima dos 30 anos. A intenção é publicar um novo capítulo a cada semana. Os textos não são recomendáveis para menores de 18 anos.

Capítulo 1: Duas amigas

Éramos amigas. Eu sempre preferi amigas como ela: menos fotos no espelho e declarações baratas e mais fumaça, gargalhadas e maledicências.

Nosso assunto preferido eram os paus alheios. Ela, particularmente, conhecia mais do que eu. E os que a gente não conhecia viravam o centro da nossa especulação barata. Falávamos do tamanho, do diâmetro, da potência (ou falta de). Eu me sentia privilegiada por falar de paus em vez de sapatos.

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O álcool sempre nos deixava a vontade – não que não pudéssemos falar dos paus alheios quando sóbrias, mas fazê-lo depois de uns bons drinks era infinitamente mais divertido.

Ela tem o tipo de naturalidade que te prende o olhar por horas, juro. Uma cintura marcada seguida de uns pneuzinhos que – pela quantidade de cerveja que ingere – ela não poderia deixar de ter. As pernas separadas, finas e bem torneadas, o joelho ossudo e charmoso, e o olhar. Ah, o olhar! Apesar disso, eu nunca cultivei – ao menos não conscientemente – um tesão genuíno por ela. Era, afinal, apenas a amiga com quem eu podia falar de paus sem ser surpreendida por olhares de espanto e hipocrisia.

Mas naquele dia o vinho estava mais forte. O chá era dos bons, o incenso, o blues, a meia luz.. Naquele dia falamos dos melhores paus. E descobrimos um assunto melhor, depois.

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- Você já ficou com a Ana, né?
- Já, uma vez. O pau dela é dos grandes. – referia-se, provavelmente, à qualidade sexual da moça. Caímos na gargalhada pela centésima vez.
- E você, Nath? Já ficou com uma mulher?
- Fiquei, mas não cheguei a ver o pau. Era moça de família. – A coerência do nosso papo era proporcional ao teor de álcool e de erva.
- Cê curtiu?
- Pra caralho.

Ela chegou mais perto. Era menos agressivo que o “chegar mais perto” de um homem. Era despido de necessidade de auto-afirmação e transbordava a mais pura curiosidade e vontade. A língua era quente e o beijo era calmo, sem pressa; era o beijo o personagem principal. Não era figurante de uma transa posterior, quando tantas vezes acontecera comigo. O percorrer daquelas mãos no meu corpo tinha a mesma naturalidade da cintura dela. Os seios, pequenos, cabiam na palma da mão. A gente transpirava álcool e um desejo que não podia mais esperar. O beijo calmo foi incorporando um tesão avassalador – só tesão, não pressa – e as mãos ficaram mais ligeiras, espertas, eficientes. As quatro. As preliminares duraram o tempo necessário. Descobri aqueles seios com a língua, e a buceta não totalmente depilada, e incrivelmente molhada.

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Prestes a explodir de tesão, fui presenteada com aquela língua no meu clitoris – ela sabia exatamente o que fazer. Gozamos, desfrutando como havia de ser. Sem esperar o depois, porque o agora valia a pena como nunca antes.

Nós nos descobrimos e descobrimos o quanto queríamos isso. Ela sorriu e, ainda bêbadas, gargalhamos pela centésima primeira vez. Ainda havia paus a serem descritos e garrafas a serem abertas.

Fotos: Desires of a Bi-Sexual Women
Fonte: Diário do Centro do Mundo-DCM/Anônima

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Dar ou não dar, eis a questão

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A dúvida de Hamlet:

Você tá na porta da sua casa, acabou de voltar muito bem acompanhada da balada. Vocês estão num amasso nervoso dentro do carro, você está morrendo de tesão mas ao mesmo tempo presa em seu conflito interno se chama o cara para entrar e terminar o que começaram, ou se segue os sete mandamentos de como conquistar um cara em dez passos e deixa o convite para depois do quarto encontro, porque “fazendo assim ele não vai me achar uma vadia, não é mesmo?”. Se você se identificou com a situação descrita, na boa, eu tenho pena de você. Me desculpe, mas tenho dó de quem precisa de aprovação para viver. E é por isso que me pergunto: o que aflige tanto as mulheres? Por que temos que praticamente “fingir” que não gostamos de sexo? Por que ainda é tabu a mulher dizer que adora sexo tanto quanto o homem?

Apesar da liberdade sexual que conquistamos nos últimos 50 anos com a criação da pílula anticoncepcional e a entrada feminina no mercado de trabalho, ainda vivemos sob os resquícios de uma ótica machista. Nos foi ensinado, durante séculos, que só havia dois papéis para a mulher: o da casa e o da rua. Em casa, só entrava o sexo para procriação, aquele de luz apagada e no qual a mulher é apenas um instrumento da masturbação masculina. Já a rua era o local das mulheres que dizem sim ao prazer – as tais oferecidas. Chamar a mulher liberada de puta é um vestígio desse maniqueísmo obsoleto. Os nomes mudaram, mas o tratamento para quem transa com vários caras não: o “maçaneta” dos anos 50 evoluiu para o “piranha” que atualmente virou “periguete”. Transforma-se o adjetivo, o preconceito não.

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O papel de homem e mulher no sexo sempre teve regras. Fazia parte do jogo de sedução a recusa dela e a insistência dele. Apesar de hoje essa dança de acasalamento sincronizada não fazer mais sentido, quantos manuais já foram escritos em revistas femininas ditando os 10 passos que devemos seguir religiosamente para transformar o paquera em um namoro sério? E quantos desses tem como regra número um postergar o sexo? Essas revistas tem uma visão tão equivocada e retrógrada que até a sessão destinada a tratar do assunto se chama “amor e sexo”, como se para as mulheres os dois sempre estivessem atrelados um ao outro e não pudessem existir independentes. E tudo isso em vão, já que se o cara não quiser algo mais sério com você, não vai ser o sexo logo de cara (ou a ausência dele) que vai mudar isso – a não ser é claro que ele seja um machista, mas nesse caso a gente até agradece descobrir isso para se livrar logo do mané.

Aliás, até a ciência comprova que o sexo mais ajuda a engatilhar do que a espantar um possível relacionamento. Estudiosos norte-americanos perceberam que quando transamos nosso corpo libera ocitocina, um hormônio que ajuda a criar laços emocionais com o parceiro. Ou seja, o velho conselho para você “resistir à tentação ou ele vai pular fora na manhã seguinte” é uma furada, perda de tempo.

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Então pra quê se prender a esses manuais de conduta pré-estabelecidos que tentam padronizar todos os tipos de relacionamento? Por que tantas mulheres continuam escutando-os e adiando o prazer quando poderiam tê-lo aqui e agora? E que tipo de comportamento incentivamos com isso? O de que se a mulher deu na primeira é porque não vale nada? A Charlotte de Sex and the City que me perdoe, mas ao negar nosso próprio prazer também contribuimos para reafirmar e fortalecer o estereótipo da “mulher fácil x mulher difícil”, da “mulher pra casar x mulher pra se divertir”, de que se você afirma que gosta de sexo, você não presta.

Acredito que uma boa parte das mulheres ainda não foca a atenção em si mesma. Fica mais encanada imaginando o que os outros vão pensar e vão dizer, ao invés de preocupar-se com o que ela quer para ela mesma. Mas acredito também que cada vez mais mulheres pulam essa barreira de hipocrisia que separa a mulher-de-casa x mulher-da-rua. Afinal, desejo não tem local nem hora certa para surgir. Sou dessas que, se sentir vontade, transam logo no primeiro encontro. E se você sente algum incômodo com essa afirmação, acho que na real o problema não está em mim, mas sim em você. Se toda mulher é meio Leila Diniz eu acredito na máxima da musa de que “quebro a cara toda hora, mas só me arrependo do que deixei de fazer por preconceito, problema e neurose”.

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Fotos: Tʜє ᗯɪʟᴅ Sɪᴅє
Fonte: Diário do Centro do Mundo –  DCM/Laís Montagnana

Como conquistar uma mulher mais velha

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Conquistar uma mulher mais velha é uma experiência que todos os homens deveriam ter, pois se aprende muito com uma mulher mais experiente. As mulheres que ultrapassaram a casa dos 30 perdem muitas das neuras que as gatas mais jovens têm e que apenas atrapalham uma relação.

As mulheres mais velhas jogam limpo e não estão tão preocupadas em agradar, elas são mais elas e isso torna o jogo da sedução extremamente envolvente.

Hoje em dia, facilmente você encontra mulheres mais velhas que frequentam os mesmos locais que gatas mais jovens. Independente de terem optado por uma vida de solteira, estarem divorciadas ou viúvas, cresce o número de mulheres que já passaram até mesmo a casa dos 40 e buscam uma vida fora do que, até então, a sociedade encarava como um padrão de vida condizente com a sua idade.

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Nesse sentido, é bem provável que, nas suas andanças por aí, você encontre uma mulher mais velha que o atraia mais do que muitas meninas novas. Mas se for a primeira vez que você deseja conquistar uma mulher mais experiente, é normal que tenha dúvidas sobre como deve agir para seduzi-las. Por isso, se ligue nas dicas a seguir:

Não tenha medo da diferença de idade

Se você está interessado por uma mulher mais experiente e demonstra que tem receio do que pode acontecer, das situações pelas quais vocês dois vão passar, do que a sua família vai pensar, etc, esqueça!

A gata mais velha já passou por muitas situações em sua vida, algumas boas, outras ruins, como todo mundo e, agora, que alcançou a maturidade, quer uma relação tranquila e sem neuroses. Se ela perceber a sua insegurança em relação à diferença de idade, vai cair fora.

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Aborde a mulher mais velha naturalmente

Não precisa agir com mais educação como se ela fosse uma senhora. Na hora de chegar numa mulher mais velha, você deve empregar o mesmo respeito que qualquer mulher merece. Não trate a gata mais experiente de maneira diferente, isso não vai agradá-la e as suas chances com ela serão menores.

Aja normalmente, como você faria com uma mulher mais jovem. Inicie com a paquera, se ela se mostrar receptível, aproxime-se com um papo inteligente e siga adiante.

Convide-a para programas divertidos

Não é porque a mulher é mais velha que ela não vai ter o mesmo pique que você. Além disso, quando a mulher está em busca de um romance e opta por um homem mais novo, é isso mesmo o que ela quer: a energia que não está encontrando em homens mais velhos. Convide-a para sair, dançar, viajar, sugira novas aventuras, isso se ela não fizer o convite primeiro.

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Não seja inseguro

Não se ache um menino perto dela, mostre maturidade e aja como um homem. Não tenha crises de ciúmes nem ache que a mulher é muita areia para o seu caminhão. Algumas vezes, os homens se parecem tão cheios de si quando namoram uma mulher da mesma idade, mas se tornam crianções quando ficam com mulheres mais velhas.

As mulheres que ultrapassaram a casa dos 30 perdem todas as neuras que muitas das gatas mais jovens têm e que apenas atrapalham uma relação.

Por isso, cuide para não cair nesse erro. Não controle os passos dela, não peça satisfações. A mulher tem a vida dela e, mais do que nunca, não vai querer ficar dando satisfações para o cara com quem estiver.

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Não deixe a desejar na cama

Não é porque a mulher é mais velha que não é exigente na cama – é bem provável que ela saiba mais do que você. Por isso, capriche na sua performance e não sinta vergonha de inovar. A necessidade de sedução para conquistar uma mulher mais velha é igual a de uma gata de qualquer outra idade. Jantar romântico, motel, noite inteira a sós, tudo isso combina com uma noite de amor muito prazerosa.

Fotos: SwannSong’s Erotica
Fonte: Atitude.com/Eduardo Santorini

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