O prazer feminino

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Antes de qualquer coisa, uma confissão: eu me masturbo. E não é pouco. A sua namorada se masturba, a sua mãe se masturba, a sua tia, a moça de óculos com cara de recatada que senta ao seu lado na sala de aula, aquela senhora de meia idade que cruza com você na fila do cafezinho no trabalho. Todas nós buscamos o prazer saudável e solitário que só a masturbação é capaz de nos presentear: no redtube, na literatura erótica, nos grupos eróticos no facebook ou na nossa fertilíssima imaginação – que nem sempre contempla aos homens que amamos.

Assim como vocês, nós podemos sentir prazer imaginando uma transa proibida com o vizinho casado ou com aquele ator que você insiste em dizer que “não é isso tudo”.

Dito isto, me ocorre: porque exatamente isso é uma confissão? Porque não podemos, assim como vocês, dizer numa roda de conversa que nós sentimos prazer sozinhas e que adoramos o nosso vibrador novo?

O prazer feminino ainda é um tabu. E o mais ininteligível nisto é que nós, mulheres, que somos tão absurdamente sexualizados pela mídia, pela indústria pornográfica e pelo imaginário masculino de um modo geral, não podemos assumir essa sexualização quando se trata do prazer propriamente dito.

A sexualização feminina só é socialmente aceita quando convém; sexualizar o corpo da mulher em prol do prazer masculino nunca foi uma aberração.
Quem não se lembra do caso de Luana Piovanni – e do estardalhaço desnecessário pela aparição acidental de um vibrador ao fundo de uma selfie?

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Quando ela – Luana – ou qualquer outra mulher aparece seminua numa revista masculina, não há indignação – afinal, peitos e curvas a serviço da masturbação masculina – essa sim aceita e, inclusive, incentivada – não são novidade. Mas admitir que esta mesma mulher pode sentir prazer sem o auxílio de um homem é absurdo, imoral, quase inaceitável.

É fácil admitir que a mulher pode ser sexualizada pelo homem – e aqui não estamos tratando de um sujeito específico, mas de um sistema, da lógica patriarcalista – mas é inaceitável que nós possamos usufruir, sozinhas, de nossa própria sexualidade.

O tabu da masturbação feminina vai além da hipocrisia: passa pela ideia de que nós não podemos sentir prazer sozinhas sem que isso fira de morte o ego masculino – já que o homem é dito, em todos os lugares do mundo e desde o início dos tempos, como o grande e indispensável provedor, aquele que satisfaz – em todos os sentidos – a sua fêmea.

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Desconfio que é este pensamento que nos aprisiona nesse casulo de constrangimento quando se trata de nossa própria sexualidade; que faz com que ainda haja multilação genital na África e com que mulheres precisem usar pseudônimos para escreverem contos eróticos para que não sejam importunadas por desconhecidos.

O patriarcado prefere acreditar que nós precisamos dos homens para sentirmos prazer. Sinto informar: vocês estão redondamente enganados.

Fotos: Artistic Smut
Fonte: DCM/Nathalí Macedo

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A mulher tagarela

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Meu amigo Thunder achava que tinha encontrado o amor de sua vida. Tereza, dizia ele, era perfeita. Repórter da seção de cultura de um grande jornal. Bonita, loira de cabelos que escorriam quase até a cintura, sexualmente petulante, inteligente. Falava de Proust, de Almodóvar e de artes marciais, e não recusava as fantasias de Thunder.

Piercing no seio, que ela dizia deixá-la em estado de contínua excitação, tatuagem de golfinho na virilha esquerda. Tudo bem que Thunder é uma gangorra sentimental, sempre à procura da mulher perfeita, mas sua descrição de Tereza me fez acreditar que aquela história duraria pelo menos algumas semanas. Não durou mais que dez dias. Quando Thunder me disse por que tinha demitido de sua vida uma mulher tão sensacional como Tereza, vi que ele tinha toda razão.

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Tereza era a Mulher Tagarela.

Um homem suporta muitas coisas. Dor de dente, congestionamento, jogadores mercenários. Pedágios que se multiplicam, Claudia Leitte e Ivete Sangalo, o mosquito da dengue. Filas. Sogras, juízes de futebol, supermercados sábado pela manhã. É incrível a resistência do homem às calamidades.

O que não dá para suportar é a Mulher Tagarela.

Tereza, me disse Thunder, era uma Mulher Tagarela. Seu assunto favorito, como sempre acontece nesses casos, era ela mesma. Tereza se julgava uma eterna manchete. Contava suas histórias com entusiasmo barulhento. Seus olhos se arregalavam ao falar de si própria. Não havia pausa, não havia brechas pelas quais o pobre Thunder conseguisse deter o vulcão verborrágico da loira espetacular.

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“Tudo bem que a mulher fale antes e depois do sexo”, me disse Thunder em sua estupefação tola. “Mas durante fica difícil. Não estou falando de conversa sexual. Ela me contava coisas como o elogio que tinha recebido do chefe, e de como tinha sido merecido. Uma vez ela me falou como tinha roubado o namorado rico e poderoso de sua irmã. Uma outra vez ela abriu os olhos subitamente e me disse se podia me fazer uma pergunta. Eu disse sim, e ela perguntou se eu podia trocar o pneu furado do carro dela. O pior é que troquei imediatamente.”

A Mulher Tagarela não tem limites. Simplesmente detesta ouvir. Depois de escassos segundos de aparente atenção, você nota em seus olhos fugidios que ela não esta ouvindo. Seus pensamentos estão na verdade voando em torno dela mesma. Nada do que você faz é capaz de prender o interesse da Mulher Tagarela. Por isso ela não tem amigas e nem amigos. É amiga apenas de si mesma.

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Thunder é um jornalista aspirante a escritor. Contou empolgado a Tereza que uma editora de livros tinha decidido publicar o seu primeiro romance. O primeiro romance publicado de um aspirante a escritor é mais importante que o primeiro sexo ou que a primeira vez que dirige um carro. Ela bocejou e pediu a ele que fosse buscar um copo de água para ela. Metade gelada, metade natural. Estava com sede.

Foi quando Thunder desistiu. Não sem antes, é verdade, ter providenciado o copo sob medida de água para Tereza.

Thunder queria o básico. Nada além do básico. “Ela não precisava nem ler o manuscrito”, ele me disse. “Bastava pedir uma cópia e depois dizer que tinha achado alguns trechos legais.”

Nos poucos dias em que estiveram juntos, Thunder conheceu compulsoriamente toda a história de Tereza. Detalhes em geral pouco animadores de seus namorados passados. Johnny falhara algumas vezes. Lúcio tinha ejaculação precoce e se recusava a enfrentar a verdade e procurar um médico. Danny Boy gostava de vê-la com outro cara na cama. Edu, com certeza, não escovava os dentes. Tavito nunca tinha lido um livro, era um burro. Bruno achava que Sergio Leone era um jogador de futebol do Milan.

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A Mulher Tagarela só tem palavras positivas para ela mesma. Nem com ‘piercing’ no mamilo se salva.

Apenas uma espécie se compara a ela.

É o Homem Tagarela.

Fotos: The Wild Side
Fonte: DCM/Fabio Hernandez

Mulheres reclamam da performance de homens

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O que tem de mulher reclamando da performance de homens na cama não é de se ignorar. Ao que parece, o grau de insatisfação delas não é baixo.

E, compreendamos, há justificativas.

Por motivos que não me cabe analisar aqui, o sexo, em linhas gerais, acabou se tornando uma atividade dedicada ao prazer masculino. Por conta de fatores históricos, os desejos das mulheres por muito tempo ficaram em segundo plano.

Mas os tempos modernos estão tratando de derrubar esse paradigma.

Hoje não são só as mulheres que procuram valorizar o prazer feminino na cama – mas nós, homens, estamos cada vez mais sedentos para proporcionar a elas um bom orgasmo.

Digam, senhores, há algo mais gratificante do que ver a mulher que está com você se contorcer no lençol? De saber que ofereceu a ela a melhor sensação física que pode sentir?

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Por isso, buscamos algumas dicas para aumentar a sua chance de alcançar esse objetivo. E, durante a pesquisa, encontramos o site How To Make Me Come, que em português significa “Como Me Fazer Gozar”. E – surpresa! – ele é escritos por mulheres.

Ou seja, são moças dizendo o que deve ser feito para que elas alcancem o orgasmo.

Beleza, não?

Então eu dei uma boa vasculhada no Tumblr e garimpei os conteúdos que mais se repetiram nas descrições femininas.

Eis aqui um resumão.

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— FATORES INDIRETOS —

# Dê segurança

Um dos fatos que se destacou na maioria dos comentários do site foi a necessidade que as mulheres têm de se sentirem seguras para que as coisas possam acontecer idealmente. O sexo, na verdade, começa muito antes do casal ir para a cama. Ela precisa confiar em você para que se abra.

Eis o que uma delas disse:

Eu preciso me sentir segura. Eu preciso sentir que você não me julgará pelas caras e barulhos que eu fizer. Eu preciso sentir que você não ligará se eu não tive tempo para me depilar naquele dia. Eu preciso sentir que as minhas necessidades não são coisas que você precisa tirar rapidamente do caminho para que então possamos fazer as suas coisas logo. Eu preciso me sentir desejada.

Essa última frase resume tudo: a mulher quer se sentir desejada. Para que isso aconteça, ela precisa estar à vontade ao seu lado, se sentindo livre para agir como quiser.

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Por isso, os já conhecidos elogios sinceros são muito bem vindos. Faça-a notar que você valoriza a sua companhia, que a acha linda, que sente tesão pelo seu corpo, que tem prazer em estar com ela – e tudo ficará bem.

Sentindo-se desejada por você, ela estará segura e se abrirá.

# Devagar é como elas gostam

Se a dica de cima apareceu em muitos comentários, essa daqui foi quase unânime: não tenha pressa para nada durante o sexo.

O fato de boa parte das mulheres terem mencionado essa sugestão indica que o contrário tem ocorrido muito: os homens estão com pressa na cama. E, ao meu ver, parece que isso está ligado ao fato apresentado no início do texto. Aquela ideia de “vou acabar logo com as preliminares para poder transar, gozar e me satisfazer” ainda está bastante presente.

E elas odeiam isso, ao que tudo indica.

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Não faça com que nem as preliminares e nem a transa seja algo burocrático, onde o único objetivo é o seu orgasmo. Elas querem que a gente experiencie o sexo por inteiro, em todos os seus momentos.

Quando for chupá-la, não faça apenas para cumprir papel. “Beije minha vagina como se fosse minha boca”, disse uma moça. Não tecnicamente, eu entendi, mas na essência. Se envolva por inteiro nessa tarefa e ela ficará louca!

Dê uma olhada nesse comentário:

Me provoque. Tome o tempo necessário para realmente me excitar. Meus lábios, orelhas, pescoço, coxas, barriga, etc. Tudo precisa de atenção. Quanto mais tempo você me beijar sem pular da minha face para a minha virilha, melhor será quando você finalmente chegar lá embaixo. E tornará o seu trabalho muito mais fácil.

Quer outra sugestão?

Me beije devagar desde de trás da minha orelha, passando pelo meu pescoço, pelos meus peitos, pela minha barriga, pelos meus joelhos, pelas minhas coxas, e então finalmente, depois da tortura, beije a minha molhada e ansiosa vagina.

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# Ouça-a

Fiz um texto há duas semanas ressaltando a importância de se dedicar a conhecer a mulher que está deitada em sua cama. Não dá para tratar todas da mesma maneira. Cada uma funciona de um jeito.

E a melhor forma de saber como a moça que está em seus braços funciona é perguntando a ela. É outra sugestão que encontrei em peso nos comentários do How To Make Me Come.

Tome o seu tempo para aprender sobre o meu corpo. O que funcionava com a sua ex, talvez não funcione comigo. Nós somos todas muito diferentes, então, a não ser que você seja tipo um mágico gênio da vagina, demorará um pouco até que aprenda como me fazer gozar. E está tudo bem! Vamos concordar que não precisamos nos estressar por causa disso.

Não se preocupe, portanto, em demonstrar que quer aprender – o que revelará que você não sabe tudo. Se todas as mulheres são diferentes, quem é que sabe tudo? (Aliás, outra coisa que apareceu bastante nos comentários é uma certa repulsão a homens arrogantes, que agem dessa maneira.)

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Elas dizem que não só vão adoram indicar o caminho para que você a faça gritar de prazer, como farão questão de deixar claro que você está acertando nos movimentos.

Varie em suas técnicas. Tente diferentes movimentos, velocidades, intensidades e focos de área. Ouça-me atentamente, porque quando você achar a combinação certa, eu o deixarei saber.

# Beije seus peitos

Apesar do peito ser uma zona bastante erógena, dificilmente levará uma mulher ao orgasmo se estimulado isoladamente (apesar de que nunca se sabe, né?). Por isso não aparece com muita frequência nos comentários do site.

Mas separamos a dica abaixo, que nos pareceu bem relevante:

Há uma linha muito tênue entre beijar os seios de forma super sexy e fazer isso como se fosse um homem com complexo de Édipo querendo se amamentar. Beijar o mamilo e todo o entrono do peito até a clavícula é um ótimo movimento sem ter que apelar para chupar o mamilo em si. Movimentar seus dedos úmidos circularmente em volta do meu mamilo também é uma das minhas sensações preferidas no mundo!

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— FATORES DIRETOS —

# Penetração

Quanto à penetração, a grande maioria diz que não é o método mais prático de fazê-las gozar. Algumas conseguem após ótimas e longas preliminares.

No entanto, por não ter muito estímulo sensorial – já que o clitóris, que é o órgão de maior estimulação sensorial no corpo delas, fica do lado de fora -, a penetração tem um significado diferente para mulheres e homens.

De qualquer forma, elas recomendam fortemente que nós estimulemos seus clitóris durante a penetração. Muitas dizem que ficam maravilhadas quando encontram um homem com habilidade para fazer ambas as tarefas de uma vez e com competência.

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Tem um comentário que me parece bem importante sobre o assunto. Segue:

O movimento que funciona para os homens não necessariamente funciona com as mulheres. E nada nos filmes ou na TV ou em pornô nos levará a acreditar nisso. O movimento repetitivo de entrar e sair não significa nada para mim e eu não acho que estou sozinha nessa. O sexo não deveria ser um envolvimento mútuo? Ao menos eles nos fizeram de uma forma que um tem uma coisa para dentro e outro uma coisa para fora. Por que nós simplesmente não fomos feitos de uma maneira que o mesmo movimento fosse bom para homens e mulheres?

Esse pensamento resume tudo: a penetração para elas não é o mesmo que para nós. Ignorar isso é menosprezar o prazer da mulher – e isso não facilitará o orgasmo dela.

Fica a dica!

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# Ponto G

O Ponto G é uma questão polêmica. Tem quem diz que não existe – mas a experiência de algumas mulheres provam que, sim, essa zona erógena está lá pronta para ser ativada.

No entanto, isso não é algo comum segundo os comentários do site. Dos 73 textos, apenas 3 mencionaram o Ponto G, sendo que somente uma falou mais profundamente sobre ele. Mas, ah, ela disse maravilhas: “O orgasmo promovido pelo Ponto G é bem diferente do clitoriano. É muito mais intenso e algumas mulheres podem realmente ejacular (“squirt”) com ele.”

Não vale a pena tentar?

Apesar de sabermos que guias apenas dão referências gerais que certamente irão variar de mulher para mulher, sabemos também que eles podem nos dar um norte. Então vamos ler o “Meu Guia para o Ponto G”, o pequeno texto oferecido por essa mulher que conhece bem seu Ponto G (muitas moças não têm ideia de que eles existem):

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Pegue minha mão. Não tenha medo. Deixe-me ser o seu guia para o Santo Graal dos buracos… o Ponto G. (…) Para atingir o Ponto G você precisará dos três Ps: pressão, precisão e paciência. Eu não tenho certeza se esse guia vai te fazer encontrar o Ponto G de qualquer mulher, mas é como eu acho o meu. Seu primeiro round será com um vibrador. Depois você pode colocar um travesseiro debaixo da mulher e tentar repetir o mesmo processo com seu pinto. O processo deverá levar uns 20 minutos. Aqui vai…

1# Primeiro, faça-a gozar pelo clitóris.

2# Deixe-a dessensibilizar.

3# Em velocidade baixa, pressione o vibrador externamente cerca de uma polegada (1-3 centímetros) abaixo de seu botão e suba pela sua parede vaginal, movimentando o vibrador para baixo e para cima, indo até o ânus em oposição ao seu botão. Em nenhum momento você precisa penetrá-la – há poucos nervos dentro de sua vagina e é somente a sensação de “estar preenchida” que é boa (NE: o que ela quer dizer é que o apelo da penetração não é o estímulo sensorial nervoso, que é onde a moça pretende chegar).

4# Ela começará a inchar, suar e sentir uma pressão crescer.

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5# Ligue o vibrador em velocidade média e continue com os mesmos movimentos. Ela deve começar a verbalizar nesse ponto. Ela provavelmente gostará da sensação do vibrador pressionando forte e de quando ele se aproxima da entrada de sua vagina, mas não coloque-o na entrada, porque, como eu disse, não há muitos nervos lá – é principalmente uma zona morta.

6# Ligue o vibrador na aceleração máxima. O prazer se aproximará da dor se você estiver fazendo certo, e ela estará perto de gozar. Então procure estar atento ao seu limiar de sensibilidade. Se tudo correr bem, em breve ela ficará sem palavras, não conseguirá engolir, seus dedos se contorcerão, e ela será capaz de acabar com os problemas de seca da Califórnia.

7# Agora você deve se concentrar em aplicar pressão com o vibrador no Ponto G, contra a PARTE DE FORA da parede de sua vagina. Se tudo correr bem, ela não conseguirá mais se comunicar, então apenas continue fazendo o que você está fazendo.

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8# Uma vez que você a fez alcançar o clímax, e se, por acaso, vocês dois estiverem desempregados, vocês podem continuar. A maravilha do Ponto G é que uma vez que você o acessa, pode ter múltiplos orgasmos por horas. Uma vez eu tive sete orgasmos pelo Ponto G em uma hora.

Você deve ter ficado curioso com o fato de que o estímulo do Ponto G que a moça indicou é por fora da vagina (mais ou menos na zona dos pelos pubianos). Interessante, não? Realmente talvez isso não funcione com outras mulheres. Mas por que não tentar?

De qualquer forma, o Ponto G também pode (e é mais fácil) ser encontrado por dentro da mulher, o que você pode fazer com o dedo ou com o pinto. Se estiver curioso, leia esse texto: “Afinal, onde fica o Ponto G?”  

# Sexo oral

E, enfim, chegamos na mina de ouro. É aqui que tudo acontece para elas! O sexo oral é o momento mais valioso para grande parte das mulheres. É lá que elas encontram o que todos procuram: o orgasmo.

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“Eu amo penetração também, mas o sexo oral é a Mecca, é a sensação onde todas as outras sensações terminam”, contou uma moça ardente.

Por isso que homem que não gosta de fazer sexo oral já começa no negativo profundo.

Há algumas dicas que se repetem nos comentários:

Varie e não fique sempre nos mesmos movimentos (“Um pouco de língua aqui, uma chupada ali”);

Não faça movimentos frenéticos no clitóris e nem o friccione. Sério, elas odeiam isso! (“Pense em alguém que, com seus dedos ásperos, esfrega-os freneticamente na cabeça do seu pinto – é isso o que eu sinto quando o seus dedos estão no topo do meu clitóris (não ao lado) – machuca!”);

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Use a língua e os dedos ao mesmo tempo – mas entre com os dedos depois de um tempo aquecendo a situação, e não logo de cara (“É assim que a mágica acontece!”);

Faça movimentos circulares na região do clitóris, preferencialmente em volta dele.

Ela quer sentir que você acha a vagina dela a última bolacha do pacote, um oásis no deserto, que a coisa que você mais quer naquele momento é se perder em seus lábios, se lambuzar em seus líquidos;

Enfim, chupe-a. Sempre. E com vontade! Elas amam isso e perceber que você não quer parece ser um dos fatores mais broxantes para as mulheres.

E tem um outro comentário que é bem interessante: “Um erro comum é usar a sua língua durante o sexo oral como se fosse um pequeno e úmido pênis. O ponto é que a sua língua não é seu pênis, então não tente me foder com ela. Lamba devagar.”

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Agora o deixaremos com um simples, quente e esclarecedor guia. Aproveite:

Quando você estiver lá embaixo, dê beijos suaves em volta da minha vagina e depois foque no meu clitóris. Seja gentil. Eu repito, seja gentil. Fazer movimentos circulares com a língua é ótimo. Eu odeio movimentos bruscos. Vejo isso no pornô a todo instante e não entendo.

Deixe sua língua larga e ligeiramente firme. Eu ODEIO aquela coisa quando a língua fica toda dura e pontuda. Não faça de sua língua um tampão de burro. Apenas coloque-a sobre meu clitóris e encontre um movimento em que você pode ficar por um tempo. Para mim, é um jogo de tempo. Então se prepare para fazer o que está fazendo por um longo período.

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Se eu disser que vou gozar, não acelere e nem intensifique bruscamente. Continue fazendo o que está fazendo.

É assim que nós gozamos.

Espero que esse texto seja útil para você, homem. E quanto às mulheres, por favor, dêem mais dicas e nos conte como as coisas funcionam para você – assim você pode, sem saber, ajudar profundamente alguma mulher mundo afora.

 Fotos: Les deux tentatrices
Fonte: El Hombre/Lascivia

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Homem bom de cama


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Sexo que é bom faz uma bela sujeira. Começa com saliva escorrendo por entre as pernas e termina com cumshot no corpo da garota. Com sorte, dá para molhar a cama toda de squirts, a ejaculação feminina.

Baba, suor e lubrificação se misturam. Quanto mais fluidos corporais, melhor – eles fazem a pele deslizar e dão ritmo aos movimentos. Vale cuspir e lambuzar o outro, percorrer a língua por seus orifícios, pôr tudo na boca. Gostoso mesmo é quando os dois acabam encharcados, com calor à flor da pele.

O homem bom de cama sabe disso e abocanha o seio da garota até fazê-la gemer. Então desce roçando os lábios sobre a sua barriga, alcança o seu clitóris e esfregar a barba no meio das pernas, sentindo prazer em sujar ali o rosto todo, e em vê-la se retorcer.

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Aliás, que rapaz não gosta de ver a menina cair de boca no seu pau? A brincadeira perde toda a graça quando a parceira segura o pênis com a ponta dos dedos e se recusa a fazer boquete. Ou se ela faz sem vontade, apressadamente, com cara de dor-de-barriga.

VOCÊ ESTÁ FAZENDO SUA PARTE?

Imagina então como as mulheres se sentem quando eles não fazem sexo oral? É frustrante. Se a autoestima da garota não é lá essas coisas, chega a bater a deprê quando vê que ele não quer nem experimentar o gostinho do seu sexo.

Uma pesquisa realizada pela marca de higiene íntima Sex Wipes apontou que grande parte das mulheres anda frustrada com a performance deles na cama.

Quase metade dos entrevistados (43%) afirmou não realizar sexo oral nas parceiras com frequência, enquanto 78% deles recebe boquete quase sempre. Bem, dá para perceber o descompasso entre dar e receber. Com certeza esses cara também não sabem que chupar a parceira faz bem à saúde.

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E, considerando que sexo é uma troca, diria que esses homens não mereciam sentir esse prazer.

Ainda mais se pensar que a maioria dos homens não tem nem o cuidado de aparar os pentelhos – se esse for o seu caso, recomendo que ao menos passe a tesoura por ali, pois é muito desagradável enfiar o nariz em uma bola de pelos. E olha que as mulheres geralmente costumam ter muito mais cuidados de higiene íntima.

Muitos afirmaram que só fazem sexo oral por medo de serem considerados gays ou de serem traídos. Já aqueles que não fazem sexo oral, disseram ser, principalmente, por não gostarem do cheiro ou do gosto da vagina, porque ela é muito úmida ou tem muitos pelos. Alguns assumiram que são egoístas mesmo.

Bem, dá para perceber.

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E SE ELA CHEIRA MAL?

Algumas vaginas chegam a ser suculentas de tão estéticas – rosadas, lisinhas, com um gosto doce de lamber os beiços. Mas, realmente, nem todas são as mais cheirosas. Às vezes, na hora que a menina tira a calcinha, sobe mesmo um aroma de peixe de embrulhar estômago.

Se esse é o caso da sua parceira, vale a pena dar o toque para ela procurar um médico e descobrir se está tudo normal com ela. Fungos, bactérias e outros bichinhos adoram ambientes quentes e úmidos para se proliferar.

O sexo feminino é mesmo um local propício para o desenvolvimento de certos microrganismos, e alguns deles só se manifestam nas mulheres – por mais que homens possam transmitir.

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Mas se ela te faz lembrar a Cláudia Ohana quando abre as pernas, realmente seria o caso de lhe dar uma gilete de presente. Quer dizer, você pode ser mais sutil e pedir com jeitinho que a gata te faça um agrado – a famosa depilação total. Vai valer a experiência.

Agora, se a mulher está muito úmida, parabéns! Isso provavelmente significa que ela tem muito tesão em você e que você está fazendo seu trabalho direitinho. Deixe de frescura e continue a lamber o seu clitóris, que quanto mais molhada, mais prazer ela sente.

Apenas um terço das mulheres sentem orgasmo com penetração e 40% das brasileiras nunca gozaram durante o sexo. Ou seja: homens estão mandando muito mal.

Se você não quer que sua garota fique frustrada na cama contigo, melhor pôr essa língua para trabalhar.

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Fotos: Artistic Smut
Fonte: EL hombre/Lascivia

Amamos chupar nossas mulheres

Já há algum tempo saiu uma pesquisa revelando que 43% dos homens não fazem sexo oral em suas parceiras. Alguns dos motivos são cheiro e gosto ruins, quantidade de pelos, má aparência e medo de DST.Admito que o número me surpreendeu um pouco. Quase metado dos homens não são tão chegados a dar uma chupada na mulher. É muita coisa, não?Tudo bem, respeitamos quem não curte, mas ainda assim temos dificuldade em compreender essa realidade.

Sentir o gosto da parceira molhada e desejosa, explorando sua essência enquanto ela geme — quando não se aguenta, grita — de prazer e se agarra ao que estiver ao seu redor… quer maior deleite do que isso?

Sem mencionar o fato de que geralmente é no oral que a mulher experimenta as melhores sensações que o sexo pode lhe promover. Elas são loucas por uma chupada bem feita. Como bem escreveu Lasciva certa vez aqui no El Hombre: homem bom de cama faz sexo sem novinho.

Abramos aspas a ela:

“Imagina como as mulheres se sentem quando eles não fazem sexo oral? É frustrante. Se a autoestima da garota não é lá essas coisas, chega a bater a deprê quando vê que ele não quer nem experimentar o gostinho do seu sexo.”

Pois bem, senhores, para não decepcioná-la desse jeito, eis a recomendação de Lasciva:

“O homem bom de cama sabe disso e abocanha o seio da garota até fazê-la gemer. Então desce roçando os lábios sobre a sua barriga, alcança o seu clitóris e esfregar a barba no meio das pernas, sentindo prazer em sujar ali o rosto todo, e em vê-la se retorcer.”

Deu para compreender?

sexo

Se você não curte dar uma lambida e não está afim de tentar curtir, sem problemas. Isso não faz de você gay, menos homem ou qualquer outra coisa que o valha. E, também, essa não é a única forma de dar prazer a uma garota, como falamos em “tudo o que você precisa saber para fazer uma mulher gozar”.

Mas, sem mencionar o fato de que a a prática faz bem à saúde, certamente está deixando de aproveitar um dos grandes prazeres da vida.

E por que é um dos grandes prazeres da vida? Ah, por vários motivos.

O Though Catalog coversou com uns caras para levantar alguns motivos — e não só faríamoscomo faremos das deles as nossas palavras.

Saca só:

1# Porque é tipo uma necessidade

Eu preciso da vagina da minha namorada como eu preciso de bacon, ovo e queijo quando estou de ressaca. Muitas mulheres ficam preocupadas sobre o gosto que têm, mas a maioria não deveria estar. A verdade é: se ele não achar que a sua buceta é deliciosa, ele não está tão na sua.

2# Porque é um tesão vê-las com muito prazer

Eu amo a maneira como minha namorada se contorce quando eu faço sexo oral nela. Ela não é muito vocal na cama, mas agarra o lençol, curva as costas e se contorce toda antes de gozar. Esses movimentos automáticos acionados por um prazer físico são as melhroes retribuições que um homem pode pedir.

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3# Porque elas ficam agradecidas

Depois do oral, minha namorada é sempre tão boazinha comigo – e não digo só porque ela retribui o favor sexual. Ela levanta da cama e me pergunta, sorrindo, se eu quero alguma coisa para comer, e ela subitamente se mostra disposta a assistir qualquer coisa que eu queira no Netflix. É incrível. Seu clitóris é tipo um botão “seja boazinha”.

4# Porque é um desafio

Chupar uma mulher é sempre um aprendizado. Você não pode contar com os mesmos truques para fazer o trabalho toda vez. Você tem que ler o seu corpo a cada contração e avaliar a situação em tempo real. Eu gosto do desafio. Eu sou tipo uma Wikipedia ambulante sobre a vagina da minha namorada, constantemente atualizando a seção como-fazê-la-chegar-lá e excluíndo todas as informações ruins.

5# Porque queremos sentir o gosto delas

A mulher que estou saindo tem um gosto diferente quase sempre que eu planto minha cara no meio de suas pernas, mas sempre é um aroma tipo de sobremesa. Quando quer que tenhamos plano para nos encontrar, eu me percebo fantasiando sobre o gosto doce de sua buceta. Um toque de biscoito de morango… sorvete de baunilha… mousse de chocolate…

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6# Porque ouvi-la gritar é foda

Eu chuparia minha namorada todos os dias da semana pelo resto de minha vida só para ouvi-lá gritar. Nós até recebemos uma reclamação de barulho de um vizinho do andar de baixo semana passada. Ela estava acabada. E eu estava radiante de orgulho.

7# Porque elas são lindas

Eu sou um cara visual, então aprecio cada chance de encarar os meandros da vagina da minha namorada. Eu amo inspecionar cara dobrinha de carne e sorver tudo.

E aí, faz sentido? Quais outros motivos lhes deixam malucos para sentir o elixir de uma mulher?

Fotos: El Hombre
Fonte: El Hombre/Thiago Sievers